Os mercados de previsão nos EUA enfrentam desafios regulatórios significativos, pois vários estados, incluindo Arizona, Connecticut e Illinois, entraram com processos contra plataformas como Kalshi e Polymarket, rotulando-as como operações de jogo não licenciadas. Esses estados argumentam que os contratos de eventos das plataformas violam as leis estaduais de jogos de azar. Em resposta, a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) entrou com contra-ações contra esses estados, afirmando sua autoridade exclusiva para regular os mercados de contratos de eventos em nível federal. O conflito se intensificou com a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, processando a Coinbase e a Gemini, alegando que suas atividades no mercado de previsão constituem jogos ilegais. A CFTC respondeu processando Nova York, enfatizando que as ações estaduais interferem nos mercados de derivativos regulados federalmente. Essa batalha regulatória destaca uma luta mais ampla entre as autoridades estaduais e federais sobre jurisdição e a classificação dos mercados de previsão como instrumentos financeiros ou produtos de jogo. Plataformas como Kalshi e Polymarket argumentam que operam sob regulamentações federais de mercados financeiros, não como entidades de jogo. Uma recente decisão judicial em Nova Jersey favoreceu a Kalshi, reforçando a noção de preempção federal sobre as leis estaduais de jogos. No entanto, o cenário regulatório permanece complexo, com interpretações variadas entre estados e tribunais, apresentando desafios contínuos para a indústria de mercados de previsão.