Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram sua saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), removendo aproximadamente 12% da capacidade de produção do grupo. Essa decisão, que inclui a segunda maior capacidade ociosa após a Arábia Saudita, aumentou as preocupações do mercado sobre o fornecimento de petróleo e a estabilidade da aliança OPEP+. A medida ocorre em meio a pressões existentes no fornecimento global de petróleo bruto devido a interrupções no Estreito de Ormuz e tensões com o Irã. A saída dos EAU destaca as tensões contínuas dentro da OPEP, particularmente em relação às cotas de produção. Apesar de ter recebido uma cota aumentada, os EAU expressaram insatisfação com o sistema, que criticaram como injusto. Esse desenvolvimento desafia a liderança da Arábia Saudita dentro da organização, já que a capacidade dos EAU de aumentar a produção sem restrições de cota pode impactar significativamente a dinâmica futura do mercado. A coordenação interna da OPEP+ e sua capacidade de regular o mercado agora enfrentam maior incerteza.