Um estudo da Universidade de Chicago revela que a ênfase dos capitalistas de risco nos antecedentes educacionais dos fundadores leva a retornos de investimento ruins, custando à indústria centenas de milhões anualmente. A pesquisa, conduzida pelo economista Diag Davenport, analisou mais de 16.000 startups e descobriu que focar nas credenciais dos fundadores em vez das características do produto resultou em perdas evitáveis que ultrapassam 900 milhões de dólares. O estudo sugere que os investidores frequentemente ignoram fatores mais preditivos, como a qualidade da ideia da startup, levando a decisões de investimento subótimas. As descobertas desafiam a abordagem prevalente "fundador em primeiro lugar" no capital de risco, que prioriza os atributos do fundador em detrimento dos modelos de negócios e do potencial de mercado. Apesar dessa tendência, investidores bem-sucedidos como Peter Thiel e Y Combinator enfatizam a avaliação da sinergia entre os fundadores e suas ideias, em vez de confiar apenas nas credenciais educacionais. O estudo pede uma avaliação mais holística das startups, considerando tanto os fundadores quanto os problemas que eles pretendem resolver, para melhorar os resultados dos investimentos.