A estreia da SpaceX na oferta pública inicial (IPO) teve alta demanda, com apenas 4,2% das ações disponíveis para negociação, levando a um aumento de preço de curto prazo. Apesar disso, o índice preço/vendas da SpaceX disparou para mais de 112 vezes, significativamente superior às 15 vezes da Tesla e quase 20 vezes da Nvidia. As finanças da empresa revelam um desempenho misto, com o serviço de internet via satélite Starlink gerando US$ 11,39 bilhões em receita no ano passado, representando 61% da receita total e atendendo a mais de 10 milhões de usuários até o final de 2025. No entanto, o negócio de lançamentos de foguetes da SpaceX, apesar de deter 80% do mercado de lançamentos comerciais, registrou um prejuízo de US$ 657 milhões no ano passado. O ambicioso projeto Starship requer investimentos substanciais para alcançar pousos tripulados em Marte. Além disso, as iniciativas xAI e futuras de computação espacial são vistas como drenagens financeiras, podendo consumir os lucros do Starlink em quatro trimestres. Desde sua fundação em 2002, a SpaceX acumulou prejuízos totais de US$ 413 bilhões. As opiniões sobre a avaliação da SpaceX estão divididas. Enquanto subscritores como Morgan Stanley e Goldman Sachs são otimistas quanto à vantagem competitiva do Starlink e ao potencial de crescimento da IA, outros, como fundos de pensão dinamarqueses, argumentam que a avaliação da empresa está inflacionada, sugerindo um valor justo abaixo de US$ 1 trilhão. A Fidelity observa que aproximadamente 30% da avaliação da SpaceX é atribuída à marca pessoal de Elon Musk e ao prêmio pelo conceito de IA.