O analista Austin Campbell argumenta que os níveis elevados da dívida soberana alteraram fundamentalmente a mecânica da política monetária. Com US$ 30 trilhões em dívida em circulação, os aumentos das taxas de juros podem deixar de ser restritivos e passar a funcionar como um mecanismo de injeção direta de dinheiro na economia por meio do aumento dos pagamentos de juros.
Campbell destaca que, nos volumes de dívida atuais, mesmo um modesto ajuste de 25 pontos-base se traduz em fluxos significativos de capital. Essa dinâmica sugere que as medidas tradicionais de aperto monetário poderiam, inadvertidamente, estimular a liquidez em vez de contê-la quando aplicadas sobre balanços governamentais gigantescos.
Altas de juros podem injetar caixa enquanto dívida de US$ 30 trilhões cresce
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