O JPMorgan Chase é uma força fundamental no sistema financeiro global, atuando como guardião da rede do dólar americano e como um jogador-chave em pagamentos transfronteiriços e conformidade. A influência do banco se estende ao setor de criptomoedas, onde sua parceria com a Coinbase desde 2020 tem proporcionado à exchange acesso crucial aos canais do dólar americano, aumentando sua legitimidade nas finanças tradicionais. Apesar disso, o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, continua sendo um crítico vocal do Bitcoin, rotulando-o como uma "fraude" e se opondo à sua natureza descentralizada. O domínio do JPMorgan na rede de compensação do dólar americano destaca seu papel como executor da hegemonia do dólar, processando trilhões em transações diárias e estabelecendo padrões de conformidade. No entanto, o surgimento de stablecoins como o USDT da Tether representa um desafio a esse domínio, oferecendo uma alternativa baseada em blockchain para transferências transfronteiriças de dólares sem os canais bancários tradicionais. Enquanto o JPMorgan explora soluções de dólar digital como o JPM Coin, a Tether opera fora dos marcos regulatórios, posicionando-se como um "concorrente sombra" da infraestrutura financeira do JPMorgan.