O Primeiro-Ministro israelense Netanyahu ordenou que os militares aumentem seu controle sobre a Faixa de Gaza de 60% para 70%, marcando uma mudança significativa em relação ao acordo de cessar-fogo com o Hamas. Essa medida, reportada pelo Financial Times, contradiz o acordo mediado pelos EUA que previa a retirada das forças israelenses e o engajamento em negociações para o desarmamento do Hamas. A expansão agrava a crise humanitária em Gaza, onde aproximadamente 2 milhões de residentes enfrentam um confinamento crescente. Desde a implementação do cessar-fogo em outubro do ano passado, mais de 900 pessoas morreram devido a ataques israelenses, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Além disso, autoridades israelenses retomaram discussões sobre a "migração voluntária" para os palestinos, uma política que críticos classificam como "limpeza étnica".