O Irã impôs controles rigorosos sobre o Estreito de Ormuz, permitindo a passagem de apenas dois petroleiros por dia, deixando centenas de navios encalhados. Anteriormente, cerca de 100 petroleiros atravessavam o estreito diariamente. Segundo a Kpler, 400 petroleiros permanecem presos, pois o Irã permite a passagem seletivamente, principalmente para embarcações iranianas, após verificação. Analistas do J.P. Morgan sugerem que essa passagem seletiva é motivada politicamente, com o Irã permitindo a passagem apenas de navios não americanos e aliados. Apesar da importância estratégica do Estreito de Ormuz, que responde por um quinto do transporte global de petróleo bruto, as rotas alternativas permanecem limitadas. Os esforços dos EUA para garantir escoltas navais não se concretizaram, e os aliados demonstraram pouco interesse em intervir. Desde o início do conflito, 21 incidentes marítimos foram relatados na região, incluindo 16 ataques, segundo a UK Maritime Trade Operations.