Os fundos negociados em bolsa (ETFs) de ouro e de Bitcoin atraíram, em conjunto, um recorde de US$ 7 bilhões nos últimos cinco dias de negociação, liderados por quase US$ 3,4 bilhões em entradas no ETF SPDR Gold e US$ 1,5 bilhão no ETF de Bitcoin da BlackRock, o IBIT. Ambos os fundos ficaram entre os 10 ETFs dos Estados Unidos com maiores entradas na semana. A onda de compras ocorreu enquanto os investidores acumulavam ouro e Bitcoin como proteção contra a ansiedade fiscal. A ampliação das recompras de títulos do Tesouro de longo prazo pelo secretário do Tesouro, Bessent, enfraqueceu o dólar e pressionou os rendimentos para baixo, sustentando a demanda por ativos escassos. O analista da Bernstein, Gautam Chhugani, afirmou que o aumento das taxas de juros e o elevado endividamento soberano favorecem ativos não diluíveis, como o Bitcoin, enquanto Ray Dalio aconselhou alocar até 15% das carteiras em ouro e Bitcoin para se proteger contra os riscos de uma crise da dívida dos Estados Unidos. O Bitcoin tem sido negociado acima de US$ 80.000 neste mês, enquanto o ouro subiu para acima de US$ 4.600 por onça.