A mineração de cobalto na República Democrática do Congo (RDC) é marcada por condições laborais exploratórias semelhantes à escravidão moderna, levantando preocupações éticas significativas na cadeia de suprimentos de energia limpa. Empresas chinesas, como a Congo Dongfang Mining, uma subsidiária da Huayou, dominam a cadeia de suprimentos de cobalto, ligando-as a grandes empresas de tecnologia como a Apple. Esse domínio ressalta a necessidade de maior transparência e responsabilidade corporativa nas práticas de fornecimento. A demanda global por baterias de íon-lítio, essenciais para veículos elétricos e smartphones, impulsiona a necessidade de cobalto, exacerbando as condições exploratórias na RDC. A cadeia de suprimentos complexa envolve múltiplos países, com a China processando de 70 a 90% dos metais para baterias, destacando os desafios do fornecimento ético e a priorização da eficiência de custos em detrimento das preocupações ambientais. A instabilidade política e o subinvestimento em infraestrutura dificultam ainda mais a capacidade do Congo de avançar na cadeia de suprimentos, complicando os esforços para enfrentar essas questões.