Na Consensus 2026 em Miami, líderes do setor enfatizaram a necessidade de que os credores de bitcoin adotem os padrões das finanças tradicionais para atrair capital institucional. Alexander Blume, CEO da Two Prime, destacou a importância da padronização, transparência e gestão de riscos na próxima fase de crescimento do crédito em criptomoedas. Essa mudança ocorre após os colapsos de 2022 da Celsius, Voyager e BlockFi, que expuseram os riscos da alavancagem opaca e dos controles de risco frágeis. Os painelistas observaram que os tomadores institucionais estão se afastando de estruturas complexas de DeFi em direção a produtos com custódia transparente e contratos padronizados. A discussão ressaltou o desalinhamento entre as finanças nativas de cripto, que valorizam o acesso sem permissões e a eficiência de capital, e as finanças institucionais, que priorizam a previsibilidade e a responsabilidade legal. A prática da rehipoteca foi identificada como um risco chave, com os credores enfatizando a importância de entender onde o Bitcoin está armazenado e a necessidade de os tomadores "subscriverem o credor."