A taxa de hash do Bitcoin diminuiu aproximadamente 4% ano a ano, marcando sua primeira contração em mais de cinco anos. Esse declínio é atribuído à realocação de recursos computacionais pelos mineradores para a infraestrutura de IA, impulsionada pela rápida expansão da inteligência artificial e pelo aumento da demanda por data centers. Apesar dessa mudança, os mineradores permanecem otimistas em relação ao Bitcoin, como evidenciado pelo Índice de Posição dos Mineradores de Bitcoin (MPI) negativo de -1,2, indicando redução na atividade de venda e aumento na acumulação. Grandes empresas de mineração como Riot Platforms, IREN, Bitfarms, TeraWulf e Marathon Digital Holdings estão diversificando para IA e computação de alto desempenho para se protegerem contra a redução das margens de mineração. As reservas dos mineradores atingiram aproximadamente 1,8 milhão de BTC, avaliadas em US$ 140 bilhões, o maior valor desde fevereiro de 2026. Essa acumulação sugere que os mineradores esperam uma valorização futura do preço, enquanto os fluxos mais amplos do mercado mostram um renovado interesse de compra, com US$ 120 milhões em compras líquidas de Bitcoin e entradas institucionais significativas.