Arthur Hayes atribuiu a recente queda do Bitcoin às atividades de hedge dos dealers relacionadas aos produtos estruturados IBIT da BlackRock. Segundo Hayes, esses fluxos dinâmicos de hedge, e não fraquezas fundamentais, amplificaram o rápido declínio do Bitcoin. Ele explicou que os bancos que emitem notas estruturadas sobre o IBIT devem fazer hedge dinâmico de sua exposição, frequentemente envolvendo Bitcoin à vista e futuros, o que pode criar ciclos de retroalimentação durante períodos voláteis. Essa venda mecânica, conforme descrita por Hayes, não foi impulsionada pelo sentimento do mercado, mas pela mecânica dos produtos estruturados. Hayes destacou que o preço do Bitcoin caiu mais de 50% em relação à sua máxima histórica, tocando brevemente os US$ 60.000, coincidindo com níveis ligados a gatilhos de produtos estruturados, e não a fatores macroeconômicos. Ele observou que tais movimentos de preço refletem a estrutura do mercado, onde a gestão de risco dos dealers se torna um fator dominante no curto prazo. Hayes também apontou para uma nota auto-chamável bidirecional do Morgan Stanley vinculada ao IBIT, que desencadeou vendas forçadas quando o Bitcoin negociou abaixo de certos níveis. Durante a queda, a capitalização total do mercado cripto despencou, eliminando cerca de US$ 2 trilhões em valor. Apesar de uma breve recuperação, o Bitcoin caiu cerca de 30% neste ano. Hayes enfatizou a importância de se adaptar às mudanças na estrutura do mercado, sugerindo que os traders devem focar nos produtos emitidos, no comportamento de hedge e nos movimentos de preço impulsionados por fluxos mecânicos.