As empresas de tecnologia estão enfrentando os altos custos da inteligência artificial, que agora superam as despesas com a mão de obra humana que deveriam substituir. O CTO da Uber revelou que a empresa esgotou seu orçamento de codificação de IA para 2026 em apenas quatro meses, com 84% dos engenheiros usando ferramentas de IA como o Claude Code. Apesar da alta adoção, o valor do código gerado por IA permanece incerto, conforme observado pelo COO da Uber, Andrew Macdonald. Essa tendência não é isolada à Uber. A Microsoft, após investir US$ 13 bilhões na OpenAI, suspendeu o uso de um assistente de codificação por IA devido a custos insustentáveis. Uma empresa não identificada teria acumulado uma conta de IA de US$ 500 milhões em um único mês. O vice-presidente de aprendizado profundo aplicado da Nvidia, Bryan Catanzaro, reconheceu que os custos de computação agora superam as despesas com funcionários, com a empresa planejando um orçamento anual de tokens de US$ 2 bilhões para seus engenheiros. A pressão financeira é evidente, já que empresas de tecnologia demitiram mais de 115.000 trabalhadores em 2026 para redirecionar recursos para a IA, apesar de estudos indicarem que a automação por IA é economicamente viável apenas para 23% das funções. À medida que os gastos com IA continuam a crescer, a indústria enfrenta uma questão crítica: os investimentos em IA podem justificar seus custos antes que os recursos financeiros se esgotem?