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Relatório Cripto do 1º Trimestre de 2026: Quais Tokens Superaram o Bitcoin

Pontos-chave

No 1T de 2026, o Bitcoin teve queda de 23%, ouro subiu 19% e tokens de IA selecionados avançaram até 86%. Veja o resumo do trimestre e tendências para o 2T.

O Bitcoin perdeu 23% de seu valor nos primeiros três meses de 2026, caindo de US$ 87.700 em 1º de janeiro para cerca de US$ 67.500 no final de março. Isso faz do 1º trimestre de 2026 o pior início de ano para o BTC desde 2018, quando despencou 49,7% após o estouro da bolha das ICOs. O Ethereum teve desempenho ainda pior, com queda de 32%, e o valor de mercado total do setor cripto perdeu cerca de US$ 900 bilhões, caindo de US$ 3,4 trilhões para US$ 2,5 trilhões. No entanto, o trimestre não foi negativo para todos. Alguns poucos tokens registraram ganhos de dois ou até três dígitos enquanto o restante do mercado recuava, e essa diferença revela mais sobre para onde o capital está fluindo do que as perdas gerais.

Veja o panorama completo do 1T, quais tokens superaram o Bitcoin e o que os dados sugerem para o posicionamento no 2T.

Como BTC e ETH Realmente se Comportaram, Mês a Mês

A queda do Bitcoin no 1T não foi linear. Janeiro abriu com breve recuperação até US$ 97.000 antes de os vendedores assumirem o controle, com o BTC terminando o mês em baixa de 10,17%. Fevereiro foi pior, com queda de 14,94% e preço abaixo de US$ 70.000 pela primeira vez desde meados de 2025. Março mostrou uma recuperação parcial de cerca de 6,66%, impulsionada principalmente pela decisão sobre a classificação de commodities pela SEC/CFTC em 17 de março e pela inversão nos fluxos de ETFs de Bitcoin spot, que voltaram a ser positivos.

O retorno de -32% do Ethereum no 1T foi o terceiro pior desde 2016, bem abaixo da média histórica de 66,45% para o período. O ETH caiu de cerca de US$ 2.600 no início de janeiro para mínima de US$ 1.755 em 6 de fevereiro, com recuperação parcial posterior. Colaborando para esse cenário, o cofundador Vitalik Buterin vendeu milhões em ETH durante o trimestre, o que não ajudou a confiança. Apesar da queda no preço, os depósitos de ETH em protocolos DeFi aumentaram de 22,6 milhões para 25,3 milhões, representando cerca de US$ 5,3 bilhões em novo capital para DeFi, mesmo com a desvalorização do ativo. Essa divergência entre preço e uso on-chain merece acompanhamento.

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Relatos de portais do setor mostraram que todos os tokens do top 10, exceto XRP e stablecoins, tiveram retornos negativos no trimestre, a maioria recuando entre 15% e 35%.

Tokens Que Superaram o Bitcoin no 1T

Enquanto o mercado caía, três categorias de ativos apresentaram ganhos que tornaram a queda de -23% do BTC ainda mais notável.

Tokens de IA lideraram os ganhos. Bittensor (TAO) subiu 86% apenas no último mês, negociando a US$ 329 com valor de mercado de US$ 3,55 bilhões, impulsionado por avanços em treinamentos descentralizados e menção positiva do CEO da Nvidia, Jensen Huang, em março. A rede gerou US$ 43 milhões em receitas com IA apenas no 1º trimestre de 2026.

Hyperliquid (HYPE) dobrou desde as mínimas de janeiro, passando de US$ 20 para acima de US$ 38, tornando-se o 10º maior token por valor de mercado, próximo a US$ 10 bilhões. O protocolo gerou US$ 14 milhões em taxas na semana mais recente, alta de 56% em relação à anterior, com quase 230 mil traders ativos. Gestoras de ativos já deram entrada em pedidos de ETF spot deste ativo.

Tokens lastreados em ouro acompanharam a alta do metal físico. Tether Gold (XAUT) acompanhou o ouro spot, que subiu 19% no trimestre e atingiu máxima histórica de US$ 5.589 a onça em janeiro antes de recuar. O valor de mercado do XAUT chegou a US$ 2,5 bilhões, com a Tether detendo cerca de 140 toneladas de ouro físico. O token caiu 5,27% no final de março quando o ouro teve sua pior semana desde 1983, mas ainda terminou o trimestre positivo.

O XRP foi um caso à parte, com ganhos acima de 400% nos últimos 12 meses devido a aprovações de ETF spot e classificação como commodity, embora a maior parte desse movimento tenha ocorrido antes do 1T.

Retornos do 1T por Classe de Ativo

Ativo Retorno 1T 2026 Observações
Ouro (spot) +19% Máxima histórica em janeiro; conflitos e incerteza de juros
Tether Gold (XAUT) +15-18% (est.) Seguiu o ouro físico, recuou no final de março
Bittensor (TAO) +40% YTD Destaque de IA, receitas expressivas
Hyperliquid (HYPE) +50% YTD Altas taxas, pedidos de ETF, market cap crescente
US Agg Bond Index +2-3% (est.) Renda de cupom, valorização limitada
S&P 500 -4 a -6% Trajetória negativa, crescimento de lucros de 12,5%
Bitcoin (BTC) -23% Pior 1T desde 2018, fundos de ETF diminuíram 41% em seu ápice
Ethereum (ETH) -32% Terceiro pior 1T desde 2016, depósitos DeFi cresceram
Market cap cripto total -26% De US$ 3,4 tri para US$ 2,5 tri

A principal conclusão é que ativos defensivos lideraram o 1T, e, no universo cripto, os vencedores ou geraram receita real (HYPE, TAO) ou foram lastreados por ativos físicos beneficiados por inflação e incerteza geopolítica (XAUT). Tokens sem receita ou narrativa institucional tiveram quedas relevantes.

O Que Impulsionou a Queda

Três fatores convergiram para tornar o 1T de 2026 desafiador para cripto:

A inflação persistente reduziu as expectativas de corte de juros. O Fed elevou a projeção de inflação para 2026 de 2,4% para 2,7%, citando o impacto do conflito no Irã nos preços do petróleo. A probabilidade de manutenção dos juros até julho passou de 60%, e sete membros do FOMC preveem zero cortes neste ano.

Saídas institucionais dos ETFs de Bitcoin ampliaram as vendas. Os ativos sob gestão dos ETFs spot de BTC caíram cerca de 41%, de US$ 165 bilhões para US$ 96 bilhões em fevereiro, antes de estabilizar. Só em 30 de janeiro houve saída diária de US$ 1 bilhão, a maior desde agosto de 2025. Os fluxos se inverteram em março, com entradas líquidas de US$ 18,7 bilhões no trimestre, mas o impacto nos preços e sentimento já havia ocorrido.

O risco geopolítico reprecificou todos os ativos. O conflito no Irã iniciado em 2025 continuou afetando o apetite ao risco, direcionando capital para ouro, títulos e stablecoins. O valor de mercado das stablecoins superou US$ 210 bilhões, recorde, indicando que traders optaram por aguardar definição do cenário.

O Panorama DeFi e NFT

O TVL do DeFi apresentou uma dinâmica mais complexa do que os preços dos criptoativos. O valor total travado atingiu pico de US$ 171,9 bilhões em outubro de 2025 e caiu 25% até o 1T, chegando a US$ 97,6 bilhões em março. Mas a correção foi desigual: protocolos DeFi do Ethereum viram acréscimo de 2,7 milhões de ETH depositados, mesmo com a queda dos preços, sinalizando entrada de capital novo. O Ethereum segue com 68% do total de TVL de DeFi.

O mercado de NFTs continuou contraindo. O volume médio mensal de negociação de NFTs Ethereum no 1T foi cerca de US$ 720 milhões, com plataformas especializadas respondendo por 38% desse valor. O mercado se voltou para aplicações de utilidade em jogos e soluções empresariais, e o volume total de vendas de NFTs deve atingir US$ 2,8 bilhões no primeiro semestre de 2026. Para a maioria dos traders, NFTs já não são vistos como classe de ativo para geração de retorno.

O Que o 1T Sinaliza para o 2T

A avaliação é que o 1T de 2026 foi um evento de reprecificação, não de ruptura estrutural. Os fundamentos do Bitcoin não mudaram: o ciclo de halving segue vigente, a classificação como commodity ampliou o universo investível institucionalmente e os fluxos de ETF voltaram a ser positivos em março. A queda de -23% trouxe o BTC para níveis que, historicamente, marcam fases de acumulação, não de capitulação.

Três pontos de atenção para o 2T: primeiro, os fluxos dos ETFs do BTC em abril indicarão se a reversão de março é sustentável; segundo, a reunião do Fed em junho é o próximo grande catalisador para expectativas de juros, com possível impacto positivo para ativos de risco caso haja mudança na postura; terceiro, o avanço da CLARITY Act no Congresso dos EUA pode expandir o acesso institucional para altcoins além de BTC e ETH, podendo desencadear rotação de capital ainda não observada.

Os tokens que superaram no 1T podem antecipar a liderança do próximo ciclo de alta. Tokens de IA com receita comprovada, protocolos DeFi com modelos sustentáveis de taxas e tokens lastreados em ouro se destacaram em um ambiente de maior aversão ao risco. Caso o próximo movimento de alta seja liderado por ativos com fluxo de caixa real, os vencedores do 1T podem continuar à frente.

Perguntas Frequentes

Por que o Bitcoin teve seu pior 1T desde 2018?

Três fatores: inflação persistente adiou expectativas de corte de juros, saídas institucionais dos ETFs de BTC em janeiro-fevereiro e o conflito no Irã manteve o apetite por risco baixo. A pressão vendedora de posições alavancadas e saídas dos ETFs gerou ciclo negativo de preço.

Quais tokens cripto superaram o Bitcoin no 1T de 2026?

Bittensor (TAO) subiu cerca de 40% no ano com receitas de IA e menção da Nvidia, Hyperliquid (HYPE) avançou 50% com aumento de taxas e pedidos de ETF, e tokens lastreados em ouro como Tether Gold (XAUT) seguiram a alta do ouro físico. O ponto comum foi geração de receita real ou lastro em ativo físico.

O mercado de baixa das criptos acabou após o 1T de 2026?

Março mostrou sinais iniciais de estabilização: fluxos dos ETFs voltaram a ser positivos, BTC recuperou 6,66% e a classificação como commodity trouxe clareza regulatória. No entanto, não houve corte de juros pelo Fed, a inflação segue acima da meta e o conflito no Irã permanece. O desempenho do 2T dependerá de a recuperação ser sustentável ou apenas um movimento temporário dentro de uma tendência negativa maior.

Como o desempenho cripto se comparou a ações e ouro no 1T de 2026?

Ouro foi o destaque, subindo 19% e atingindo máxima histórica acima de US$ 5.500/onça. O S&P 500 teve retorno levemente negativo de cerca de -4% a -6%, enquanto títulos renderam estimados 2-3%. O Bitcoin (-23%) e o Ethereum (-32%) tiveram os piores desempenhos entre as principais classes de ativos, reforçando que cripto segue sendo a exposição mais volátil em momentos de aversão ao risco.

Resumo Final

O 1T de 2026 evidenciou a forte correlação das criptomoedas com o risco macroeconômico: o Bitcoin e demais ativos digitais responderam mais como tecnologia de alto beta do que como "ouro digital" quando as expectativas de inflação subiram e a liquidez global apertou. A queda de US$ 900 bilhões em valor de mercado é relevante, mas a divergência entre tokens com receita e os demais pode definir os vencedores do próximo ciclo. Os níveis a serem observados para o 2T são: BTC acima de US$ 65.000, fluxos de ETF sustentando a reversão de março e sinalização de alívio dos juros pelo Fed em junho. Caso esses suportes se mantenham, o fundo do 1T pode ser definitivo; se não, a experiência de 2018 e 2022 sugere que as maiores quedas podem ocorrer no 2T.

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui aconselhamento financeiro ou de investimento. A negociação de criptomoedas envolve riscos relevantes. Sempre realize sua própria pesquisa antes de tomar decisões de negociação.

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