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Atualização da Lei CLARITY: Novo Acordo Sobre Stablecoins e Próximos Passos

Pontos-chave

Senadores chegaram a um acordo sobre remuneração de stablecoins, removendo o principal impasse da Lei CLARITY. Confira o que diz o acordo, temas pendentes e o cronograma no Senado.

O maior obstáculo à aprovação da Lei CLARITY foi superado. Em 20 de março, os senadores Thom Tillis (R-NC) e Angela Alsobrooks (D-MD) anunciaram um acordo de princípio sobre o tema de remuneração de stablecoins, que bloqueava o projeto desde janeiro. A equipe da senadora Lummis descreveu as negociações como "99% resolvidas". Patrick Witt, diretor do Conselho de Criptoativos da Casa Branca, chamou o avanço de "marco importante".

Esse ponto era central: a disputa sobre remuneração de stablecoins levou o Comitê Bancário do Senado a adiar uma audiência em janeiro e impediu o avanço do projeto. Bancos argumentaram que permitir pagamentos de rendimentos em stablecoins estimularia a saída de depósitos das contas de poupança tradicionais. Por outro lado, representantes do setor de cripto alegaram que a restrição tornaria os EUA menos competitivos internacionalmente.

Após meses de impasse, finalmente foi alcançado um acordo. A seguir, o que prevê o novo acordo, os pontos ainda indefinidos e o cronograma estimado para a tramitação.

Resumo: Situação Atual da Lei CLARITY

A Lei de Clareza para o Mercado de Ativos Digitais (H.R. 3633) foi aprovada na Câmara em julho de 2025 (294-134, apoio bipartidário). Uma versão semelhante avançou no Comitê de Agricultura do Senado em janeiro de 2026. O projeto busca definir, em legislação federal, a classificação dos criptoativos como commodities ou valores mobiliários, tornando permanente a interpretação já adotada pela SEC e CFTC na decisão conjunta de 17 de março.

A tramitação travou no Comitê Bancário do Senado, responsável pelo tema das stablecoins. Uma audiência prevista para janeiro foi cancelada devido ao impasse sobre o pagamento de rendimento. Desde então, a Casa Branca mediou reuniões entre bancos, representantes do setor de cripto e parlamentares, buscando um consenso.

O prazo final estabelecido pela Casa Branca para um acordo (1º de março) expirou sem resolução. Por três semanas o projeto ficou paralisado.

O Que Diz o Acordo Tillis-Alsobrooks

O acordo é "de princípio": o arcabouço está definido, mas o texto final ainda não foi divulgado. Os gabinetes dos senadores informaram que o texto será compartilhado com partes interessadas do setor antes da formalização.

Segundo reportagens da CoinDesk, Politico e FinTech Weekly, o compromisso diferencia dois tipos de recompensa em stablecoins.

Pagamentos por saldo passivo estão proibidos. Não será permitido remunerar usuários apenas por manterem saldo em stablecoins — como ocorre com contas de poupança. Essa era a exigência do setor bancário, que teme a migração de depósitos.

Recompensas por uso ativo permanecem permitidas. Incentivos relacionados a pagamentos, transferências e utilização de plataformas continuam autorizados. Ou seja, recompensas vinculadas a transações ou uso efetivo de stablecoins, inclusive programas de cashback, não são tratadas como juros sobre saldo parado.

A senadora Alsobrooks destacou que o acordo protege inovação e evita fuga de depósitos. O senador Rounds, também do Comitê Bancário, confirmou: recompensas devem estar ligadas à atividade da conta, não ao saldo. O CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, já havia sinalizado que os bancos aceitariam incentivos por transação.

Pontos Ainda em Debate

O acordo sobre stablecoins removeu o principal entrave, mas outras questões seguem abertas:

DeFi. Alguns democratas expressaram preocupação quanto à possibilidade de protocolos de finanças descentralizadas serem usados para fins ilícitos. A definição sobre obrigações de compliance para DeFi ainda não foi acertada.

Ética. Não há consenso sobre regras para autoridades que possuem criptoativos, especialmente quanto a conflitos de interesse e temas como insider trading.

Desregulamentação para bancos comunitários. Republicanos estudam anexar dispositivos de desregulamentação bancária ao projeto, o que pode ampliar o escopo e dificultar o avanço.

Bloqueio de indicações ao Fed. O senador Tillis mantém bloqueio a indicados ao Federal Reserve até que o Departamento de Justiça conclua investigação sobre Jerome Powell. Embora não seja diretamente relacionado à Lei CLARITY, isso pode afetar o cronograma legislativo.

Cronograma Realista

O acordo muda o quadro, mas o calendário segue apertado:

1º passo: Marcação no Comitê Bancário do Senado. Se os acordos se mantiverem, a análise pode ocorrer entre março e abril. O presidente do comitê, Tim Scott, expressou desejo de avançar rapidamente.

2º passo: Votação no Comitê e preparação para o plenário. O projeto precisará de apoio bipartidário para ser aprovado e seguir ao plenário. Após a votação, será necessário conciliar as versões do Comitê Bancário e do Comitê de Agricultura.

3º passo: Votação no plenário do Senado. São necessários 60 votos para superar eventuais obstruções. Embora a Câmara tenha aprovado com ampla maioria, a dinâmica no Senado é distinta. A assinatura presidencial é esperada, visto o envolvimento da Casa Branca nas negociações.

A janela realista para votação vai de maio a junho de 2026, antes das eleições legislativas. Caso as negociações emperrem novamente, o prazo pode se encurtar. Antes do acordo, as probabilidades de aprovação eram de cerca de 60%.

Impactos Potenciais para o Mercado

A decisão conjunta da SEC/CFTC em 17 de março já estabeleceu na prática as classificações legisladas pela Lei CLARITY. O projeto tornaria essas regras permanentes por força de lei, trazendo previsibilidade para instituições que buscam estabilidade regulatória.

Analistas de Wall Street acompanham o cronograma. O JPMorgan sugeriu que a aprovação da lei até meados do ano pode ser um catalisador de crescimento para o setor cripto. O Citigroup reduziu sua projeção para o BTC devido ao atraso do projeto, indicando que um acordo pode reverter essa postura.

Um paralelo histórico é o ETF de Bitcoin: rumores sobre aprovação impulsionaram o BTC antes do lançamento efetivo, mas os efeitos estruturais — maior acesso institucional, novos produtos e clareza regulatória — tendem a ser duradouros, independentemente de movimentos de curto prazo.

Perguntas Frequentes

O que é a Lei CLARITY?

A Lei de Clareza para o Mercado de Ativos Digitais (H.R. 3633) busca definir, em legislação federal, o que são commodities (reguladas pela CFTC) e valores mobiliários (regulados pela SEC) no universo cripto. Já foi aprovada na Câmara e tramita no Senado.

Qual era a controvérsia sobre rendimento de stablecoins?

Bancos temiam que permitir remuneração sobre stablecoins levaria à saída de depósitos do sistema bancário, enquanto o setor de cripto defendia que a proibição limitaria a competitividade dos EUA. O acordo Tillis-Alsobrooks proíbe remuneração passiva, mas permite incentivos baseados em uso.

Quando a Lei CLARITY pode ser aprovada?

A expectativa de votação no Senado está entre maio e junho de 2026, dependendo da manutenção dos acordos e resolução de pontos como DeFi e ética. As chances de aprovação estão entre 60% e 72% em 2026.

A Lei CLARITY muda algo em relação à decisão SEC/CFTC?

A decisão de 17 de março já classificou 16 tokens como commodities e esclareceu regras de staking. A Lei CLARITY tornaria essas definições permanentes em lei federal. Sem a lei, um futuro presidente da SEC poderia reinterpretar as regras.

Considerações Finais

O impasse sobre rendimento de stablecoins paralisou a Lei CLARITY por dois meses, mas um acordo foi alcançado em 20 de março. Rendimento passivo está proibido, recompensas por uso permanecem permitidas, e as partes sinalizam aceitação do novo modelo. O debate agora avança para temas como DeFi, ética e outras questões regulatórias, com expectativa de análise no Senado ainda este ano.

Este artigo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Negociações com criptoativos envolvem riscos. Sempre pesquise antes de tomar decisões.

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