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Análise de Preço do Bitcoin: Perspectiva Semanal para Traders Profissionais (10 a 16 de fevereiro de 2026)

Pontos-chave

O Bitcoin opera próximo de US$68.000 após queda de 50% desde outubro. RSI abaixo de 30, EMAs indicam tendência de baixa. Veja a análise gráfica para a semana de 10 a 16 de fevereiro de 2026.

O Bitcoin perdeu quase 50% de seu valor em quatro meses. Saindo de uma máxima histórica acima de US$126.000 em outubro de 2025, o Bitcoin (BTC) caiu para US$60.062 em 6 de fevereiro, antes de se recuperar para mais de US$68.000 no início desta semana. A queda eliminou mais de US$500 bilhões em capitalização de mercado de criptoativos e gerou mais de US$16 bilhões em liquidações nas principais corretoras.

Esse movimento não foi gradual. Nos cinco primeiros dias de fevereiro, houve uma queda de 30%, liquidações forçadas superiores a US$2,5 bilhões em um único dia, saídas de ETFs à vista de Bitcoin superando US$1,5 bilhão e o Índice de Medo e Ganância em Cripto caindo para 11. Esse é o menor nível de sentimento desde o colapso da FTX em 2022.

Para quem acompanha a semana de 10 a 16 de fevereiro, a principal dúvida é se o BTC encontrou um piso de curto prazo ou se existe mais espaço para queda.

Onde o Bitcoin se encontra agora?

O BTC encerrou a semana de 2 a 8 de fevereiro em aproximadamente US$68.400, recuperando-se da mínima intradiária de US$60.062 em 6 de fevereiro. A recuperação acima de US$70.000 na sexta-feira coincidiu com um movimento de maior apetite por risco nas bolsas tradicionais, com o S&P 500 subindo 1,4% e o Nasdaq avançando 1,5%.

Apesar da alta, há ressalvas. O volume na recuperação foi elevado (US$90 bilhões negociados em 24h no universo cripto), sugerindo interesse legítimo de compra. Porém, o movimento perdeu força abaixo da zona de resistência de US$72.000–US$73.000, destacada por vários analistas como o primeiro nível que os compradores precisam superar.

Métrica Valor (8–9 fev 2026)
Preço do BTC ~US$68.400
Máxima histórica (out/2025) US$126.000+
Queda desde a máxima ~46%
Variação semanal -10,6%
Queda em fevereiro ~30%
Índice Medo & Ganância 14 (Medo extremo)
Volume negociado (24h) ~US$52 bilhões
Valor de mercado do BTC ~US$1,37 trilhão
Oferta em circulação 19,985 milhões BTC

O cenário macroeconômico permanece desafiador. O Fed manteve as taxas em 3,50–3,75% em janeiro, e o JPMorgan projeta nenhuma redução até 2026. A nomeação de Kevin Warsh como presidente do Fed adicionou incerteza. O depoimento do Secretário do Tesouro, Bessent, em 4 de fevereiro — rejeitando socorro ao setor cripto ou compras estratégicas de BTC — foi o gatilho para a queda de US$80.000 para a faixa dos US$60.000.

O que dizem os indicadores técnicos?

Todos os principais sinais técnicos apontam para baixa no gráfico diário. Em prazos mais curtos, observa-se condição de sobrevenda que historicamente antecede repiques, mas a estrutura no longo prazo ainda não se estabilizou.

Fonte: Tradingview

Resumo dos indicadores em 8–9 de fevereiro:

Indicador Diário Semanal Sinal
RSI (14 dias) ~33 (próximo de sobrevenda) Abaixo de 40 Baixista, mas perto de repique
MACD Cruzamento baixista, histograma negativo Baixista Momento de baixa sustentado
EMA 20 dias ~US$86.100 (bem acima do preço) N/A Forte resistência acima
EMA 50 dias ~US$89.200 Em queda Tendência de baixa confirmada
EMA 100 dias ~US$93.300 Em queda Tendência de baixa confirmada
EMA 200 dias ~US$97.500 Ainda em subida Tendência de longo prazo enfraquecida
Média Móvel 365 dias Quebrada (1ª vez desde mar/2022) Quebrada Sinal de baixa importante
Bandas de Bollinger Preço tocando banda inferior Alargando Volatilidade extrema

A quebra da média móvel de 365 dias é significativa. Segundo a CryptoQuant, o BTC caiu 23% nos 83 dias após romper este nível, desempenho pior do que na fase de baixa de 2022. O RSI em diversas plataformas oscila entre 28–33 no diário. Segundo análise da Investtech em 8 de fevereiro, o RSI abaixo de 30 indica "momento fortemente negativo no curto prazo", mas ressalta que RSI baixo em ativos de grande valor de mercado pode sinalizar condição de sobrevenda e potencial reação positiva.

Há uma divergência positiva: o RSI diverge positivamente em relação ao preço em alguns períodos, indicando enfraquecimento da pressão vendedora e possível repique.

Quais os principais suportes e resistências nesta semana?

Os níveis de atenção mudaram drasticamente em relação a duas semanas atrás. Mapa simplificado para 10–16 de fevereiro:

Nível Tipo Por que importa
US$60.000–US$61.000 Suporte principal Mínima de 6 de fevereiro; média móvel de 200 semanas; coincide com o "preço realizado" segundo CoinDesk
US$65.000–US$66.000 Suporte menor Mínima do crash de 5/2; nível psicológico
US$68.000–US$70.000 Faixa atual Onde o BTC consolidou no fim de semana; zona psicológica chave
US$72.000–US$73.500 Primeira resistência Zona de resistência segundo IG; precisa ser recuperada para retomada sustentável
US$75.000–US$76.000 Resistência Suporte pré-crash virou resistência; nível mais provável no Polymarket (54% de probabilidade)
US$79.000–US$81.000 Resistência forte Resistência semanal segundo Bitcoin Magazine; antigo suporte de US$84K virou teto
US$84.000–US$86.000 Resistência principal Faixa de suporte anterior; EMA 20 dias neste nível; recuperação mudaria o viés de curto prazo

Fonte: Tradingview

O piso dos US$60.000 reúne múltiplos fatores técnicos. Modelagens da Stifel sugerem que o BTC pode chegar a US$38.000 se a tendência de baixa continuar, mas a média móvel de 200 semanas próxima a US$58.000–US$60.000 historicamente marca o fundo de ciclo. Analista da CoinDesk reforça que esse nível coincide com o "preço realizado" do Bitcoin — ou seja, o preço médio de todos os detentores.

No lado superior, US$75.000 é o nível com maior probabilidade no Polymarket para o fim de fevereiro (54%). Chegar lá requer alta de 10% — possível diante da volatilidade recente, mas provavelmente dependente de algum catalisador macroeconômico.

O que pressiona as vendas nesta semana?

A queda de fevereiro não foi causada por um único evento, mas sim por uma cascata de fatores que se reforçaram mutuamente.

Saídas de ETF: Os ETFs à vista dos EUA vêm registrando saldo vendedor em 2026. Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, o setor perdeu cerca de US$6,2 bilhões em capital líquido, a sequência mais longa de saídas desde o lançamento desses produtos. O IBIT da BlackRock registrou saída de US$528 milhões em um único dia. O preço médio de entrada dos investidores dos ETFs é estimado em US$81.600, o que significa que a média das posições institucionais está negativa — contexto que pode gerar mais vendas forçadas.

Cascata de liquidações: Mais de US$16 bilhões em posições alavancadas foram liquidadas em menos de 10 dias. No pior dia (5 de fevereiro), US$2,58 bilhões foram encerrados, com 93% das liquidações em posições compradas. O Open interest caiu para US$103 bilhões e as taxas de financiamento ficaram negativas, sinal clássico de domínio do sentimento de baixa.

Fatores macroeconômicos: Taxas de juros do Fed permanecem elevadas em 3,50–3,75% sem previsão de cortes. Tensões entre EUA e Irã levaram investidores a buscar ativos tradicionais. O ouro subiu para mais de US$4.900 enquanto o BTC caiu 40%, enfraquecendo a narrativa de "ouro digital".

Divergência Ouro vs BTC: Estruturalmente preocupante. O ouro subiu mais de 60% em 12 meses, enquanto o BTC caiu quase 40% no mesmo período. Essa divergência desafia a tese do BTC como reserva de valor e mudou a abordagem de analistas: de "quando o BTC vai subir" para "o BTC consegue se recuperar sem liquidez excessiva?"

O que dizem os analistas sobre a semana?

O consenso está dividido entre quem vê um fundo negociável se formando e quem projeta novas quedas antes de estabilização.

Fonte Perspectiva Nível/Alvo chave
CoinCodex Baixa no curto prazo Faixa US$72.000–US$77.250 para a semana
CoinDCX Baixa, possível repique US$72.000–US$82.000 até 15/2
Citi (Alex Saunders) Baixa abaixo de US$70K Queda adicional se perder US$70K novamente
Stifel Risco cíclico de baixa Pode chegar a US$38.000 se baixa continuar
CoinShares (Butterfill) Cautela, recuperação H2 US$120.000–US$170.000 para 2026
Standard Chartered (Kendrick) Alta no longo prazo Alvo mantido de US$150.000 para o ano
Canary Capital (Olszewicz) Bear market até Q4 Estabilização em US$50.000–US$60.000 (MMA 200 semanas)
Polymarket Neutro, tendência baixa 54% de chance de BTC a US$75.000 (fim de fev)

O principal catalisador da semana é a divulgação do CPI dos EUA (previsto para 10–14 de fevereiro). Os dados de inflação impactam diretamente as expectativas de cortes de juros e o apetite ao risco. Uma leitura abaixo do esperado pode impulsionar um repique de alívio.

Se o índice vier acima do esperado, reforça a narrativa de "juros elevados por mais tempo" e pode levar o BTC de volta à zona de suporte dos US$60.000.

Como os traders devem abordar esta semana?

Os dados indicam um encontro entre medo extremo e condição técnica de sobrevenda. Esse cenário historicamente gera repiques rápidos, mesmo em mercados de baixa. Porém, também pode anteceder novas quedas quando o macroeconômico permanece adverso.

Cenário de alta (repique): RSI abaixo de 30 e divergência positiva. Perda realizada ajustada por entidades em máxima histórica (US$3,2 bilhões em 5 de fevereiro) sinaliza capitulação. Sentimento extremamente comprimido (Índice Medo & Ganância entre 11–14). O repique de sexta-feira mostrou volume real de compras. A média de retorno de fevereiro historicamente é +14,3%.

Cenário de baixa (continuação): Todas as EMAs acima do preço e alinhadas negativamente. Média móvel de 365 dias rompida pela primeira vez desde 2022. Investidores de ETF negativos na média de entrada de US$81.600, formando um peso sobre o preço. Sem catalisadores positivos no horizonte imediato. Colapso do open interest sugere que as instituições estão se afastando.

Leitura pragmática: Esta é uma semana de monitoramento de níveis, não de previsões. Se o BTC se mantiver acima de US$65.000 e recuperar US$72.000–US$73.500, um movimento para US$75.000–US$78.000 se torna o cenário base. Se perder US$65.000, a próxima zona crítica é US$58.000–US$60.000 — e esse patamar definirá se trata-se de uma correção profunda ou início de um ciclo de baixa prolongado.

Para quem gerencia posições nesse ambiente, as ferramentas importam tanto quanto a análise. Stops apertados, gerenciamento de tamanho de posição e plataformas com alta liquidez são fundamentais em momentos de volatilidade elevada.

Phemex oferece contratos perpétuos BTC/USDT com até 100x de alavancagem, execução em sub-milissegundo e liquidez 24/7 em mercados spot e derivativos. A plataforma processa até 300.000 transações por segundo e adota mecanismo duplo de preços para evitar liquidações desnecessárias durante movimentos abruptos como nos dias 5 e 6 de fevereiro.

Perguntas Frequentes

Qual o preço do Bitcoin agora em fevereiro de 2026?

O BTC está negociando próximo de US$68.400 (8 e 9 de fevereiro). A mínima intradiária foi US$60.062 em 6 de fevereiro. O preço está cerca de 46% abaixo do recorde de outubro de 2025 (US$126.000).

Por que o Bitcoin caiu em fevereiro de 2026?

Múltiplos fatores: declaração do Secretário do Tesouro rejeitando socorro ao setor cripto, saídas de mais de US$1,5 bilhão nos ETFs à vista em uma semana, liquidação de US$16 bilhões em posições alavancadas e clima de aversão a risco devido a juros elevados e tensões EUA-Irã.

Quais os principais suportes do Bitcoin?

O suporte imediato está entre US$65.000–US$66.000. A zona de US$60.000–US$61.000, onde coincidem a média móvel de 200 semanas e o preço realizado, é o piso mais relevante. Analistas da Stifel alertam para US$38.000 se a queda seguir o padrão de ciclos anteriores.

O Bitcoin está em bear market?

Por critérios técnicos, sim. Queda de 46% desde o topo histórico, rompimento da média móvel de 365 dias, taxas de financiamento negativas e saídas sustentadas dos ETFs apontam para mercado de baixa. Analistas da CoinShares e Canary Capital projetam manutenção deste ciclo até Q3–Q4 de 2026, com possível recuperação posterior.

O Bitcoin vai se recuperar em 2026?

Projeções de longo prazo seguem positivas. O Standard Chartered mantém previsão de US$150.000 para o fim do ano. A CoinShares espera US$120.000–US$170.000, com recuperação mais forte no segundo semestre. No Polymarket, só 23% apostam em BTC abaixo de US$55.000, sugerindo que o mercado vê o piso relativamente próximo. A recuperação depende fortemente da política do Fed, estabilização dos fluxos de ETF e avanço do Clarity Act para mais segurança regulatória.

Como operar Bitcoin em alta volatilidade?

Utilize plataformas com alta liquidez, spreads reduzidos e mecanismos anti-liquidação. Na Phemex, os perpétuos BTC/USDT funcionam 24/7 com sistema duplo de preços para proteção contra liquidações repentinas. O gerenciamento do tamanho da posição e uso de stops é mais relevante que a direção das operações nesse contexto.

Conclusão

O Bitcoin passa por sua maior correção desde FTX. Todos os indicadores técnicos diários apontam para baixa, mas o RSI se aproxima de patamares que historicamente precedem repiques de curto prazo, e a recuperação de sexta-feira mostrou interesse real de compra. A faixa de US$65.000–US$73.500 será decisiva nesta semana. Acima de US$73.500, o cenário favorece alta até US$78.000; abaixo de US$65.000, a zona de US$58.000–US$60.000 será testada. O CPI será o fator decisivo da semana.

Monitore os níveis e gerencie o risco.

Este artigo tem caráter informativo e não constitui recomendação financeira ou de investimento. A negociação de criptomoedas envolve risco significativo de perda. Sempre faça sua própria análise antes de tomar decisões de investimento.

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