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Quem é Javier Milei? O escândalo cripto que abala a Argentina em 2026

Pontos-chave

O presidente da Argentina, Javier Milei, fez sete ligações com um insider do token Libra na noite em que US$ 251 milhões sumiram. Veja o que a investigação revelou.

Javier Milei foi eleito presidente da Argentina em novembro de 2023 com um discurso de economia libertária radical, simbolismos provocativos e a promessa de extinguir o banco central. Esperava-se que fosse o chefe de Estado mais favorável ao universo cripto. Porém, em 14 de fevereiro de 2025, Milei fez uma publicação promovendo o token $LIBRA para milhões de seguidores no X. O valor de mercado do token superou US$ 4,5 bilhões em uma hora, mas na manhã seguinte havia despencado 96%, resultando em perdas estimadas de US$ 251 milhões para investidores de varejo.

Quatorze meses depois, o escândalo permanece em destaque e piora a cada novo desdobramento. Registros telefônicos publicados em abril de 2026 mostram que Milei realizou sete ligações com um dos principais envolvidos na noite do lançamento do token. Promotores encontraram um rascunho de acordo de pagamento no valor de US$ 5 milhões, e a aprovação de Milei caiu para 36,4%, o menor índice desde o início do mandato. O caso está redesenhando o debate político argentino e a abordagem sobre regulação de criptomoedas no país.

Quem é Javier Milei e por que o setor cripto simpatizava com ele

Milei, economista de formação, foi eleito presidente em 2023 com 55,7% dos votos, derrotando o então ministro da economia Sergio Massa, em uma eleição considerada um repúdio à gestão econômica anterior. Defendia redução do Estado, dolarização da economia e fim do banco central argentino. Autoproclamado anarcocapitalista, citava frequentemente a Escola Austríaca de economia, o que agradava à comunidade de Bitcoin.

O apelo ao setor cripto era evidente: um presidente que afirmava que moedas fiduciárias são inerentemente problemáticas, elogiava o Bitcoin como símbolo de "dinheiro sólido" e herdava um país com mais de 140% de inflação anual, cenário que já impulsionava o uso de criptoativos pela população. A Argentina figura entre os cinco países com maior adoção per capita de criptoativos, devido à perda acelerada do poder de compra do peso.

No primeiro ano de governo, Milei cumpriu algumas promessas: a inflação caiu, controles cambiais foram parcialmente relaxados e o regulador de valores mobiliários (CNV) iniciou a construção de um marco regulatório para cripto. Parecia plausível que o país se tornaria um ambiente favorável para ativos digitais. Tudo mudou no Dia dos Namorados de 2025.

O que ocorreu com o token $LIBRA

Na noite de 14 de fevereiro de 2025, Milei publicou no X promovendo a criptomoeda $LIBRA, apresentada como parte do projeto "Viva La Libertad" para apoiar pequenos negócios e empreendedores argentinos. O token foi criado poucas horas antes na blockchain Solana pela Kelsier Ventures, empresa sediada em Delaware e liderada pelo então pouco conhecido Hayden Mark Davis.

O endosso presidencial fez o token disparar. Em cerca de uma hora, o valor de mercado de $LIBRA superou US$ 4,5 bilhões, com o preço saltando mais de 3.000%, atingindo aproximadamente US$ 5. Muitos investidores de varejo, especialmente argentinos, confiaram na publicação do presidente.

Em seguida, os detentores iniciais venderam seus tokens. Segundo análises de blockchain, carteiras que receberam alocações antecipadas começaram a liquidar suas posições minutos após o pico. O token perdeu 96% de valor em poucas horas. Na manhã seguinte, o prejuízo ao investidor de varejo já era de US$ 251 milhões, típico de um esquema conhecido como "rug pull". Milei apagou a publicação, mas as capturas de tela já haviam se espalhado pela mídia argentina.

Linha do Tempo Evento
14/02/2025 (noite) Milei publica promoção do $LIBRA no X
Dentro de 1 hora Valor de mercado atinge US$ 4,5B, preço sobe 3.000%
Dentro de algumas horas Detentores iniciais vendem, preço cai 96%
15/02/2025 Milei apaga publicação, prejuízo de US$ 251M confirmado
18/02/2025 Juiz federal abre investigação por fraude
Junho/2025 Escritório Anticorrupção absolve Milei de infrações éticas
Final de 2025 Milei dissolve força-tarefa de investigação
Abril/2026 NYT publica registros telefônicos ligando Milei ao caso

A investigação e o que revelaram os registros telefônicos

Inicialmente, Milei afirmou não ter envolvimento direto com o projeto, nem interesse financeiro, dizendo apenas ter compartilhado iniciativa que julgava positiva ao empreendedorismo argentino. Essa defesa perdeu força em abril de 2026.

Documentos judiciais da investigação federal apontam que Milei trocou sete ligações com Mauricio Novelli na noite de 14 de fevereiro de 2025. Novelli, jovem trader argentino e assessor informal de Milei, foi o elo entre Hayden Davis, Kelsier Ventures e o círculo do presidente. As ligações ocorreram antes e depois da publicação nas redes sociais.

Promotores também encontraram um rascunho de acordo envolvendo pagamento total de US$ 5 milhões: US$ 1,5 milhão de adiantamento, US$ 1,5 milhão pelo endosso público do token e US$ 2 milhões por consultoria. Análises forenses separadas revelaram inclusive pagamentos mensais em dólares de Novelli para Milei anteriores ao lançamento do $LIBRA.

Até o momento, Milei não foi formalmente acusado e permanece como pessoa de interesse. O Escritório Anticorrupção argentino o absolveu em junho de 2025, considerando o post como manifestação pessoal. No entanto, a investigação criminal federal segue ativa, assim como um processo coletivo com autores na Argentina, EUA e Reino Unido.

Como o escândalo impacta a política cripto da Argentina

A questão ultrapassa a política e alcança todos que negociam cripto. A Argentina caminhava para se tornar um dos mercados mais progressistas da América Latina. O órgão regulador já operava um sandbox regulatório para projetos cripto desde o fim de 2025, enquanto o banco central preparava a permissão para bancos comerciais oferecerem serviços cripto a partir de abril de 2026.

O escândalo complicou esse avanço. Segundo reportagens, os reguladores recuaram das discussões sobre cripto após a queda do $LIBRA. A maioria deles retornou ao debate em novembro, mas a divulgação de evidências em abril de 2026 reacendeu a pressão política para desacelerar reformas pró-cripto.

Ainda assim, o cenário não é totalmente negativo. Em 7 de abril de 2026, o regulador argentino reconheceu oficialmente algumas criptomoedas, incluindo Ether, como parte do patrimônio de investidores, abrindo acesso a produtos financeiros mais sofisticados. A demanda fundamental por criptoativos permanece, já que a volatilidade do peso e controles de capital continuam, mantendo a busca por stablecoins e Bitcoin como ferramentas financeiras práticas, independentemente do episódio envolvendo o presidente e o meme token.

O maior dano é reputacional. Empresas estrangeiras que analisavam instalar operações na Argentina agora reavaliam a estabilidade do ambiente regulatório ou se ele depende de decisões presidenciais controversas. Essa incerteza é difícil de dimensionar, mas pode ter impactos mais duradouros que qualquer política pontual.

Consequências políticas

A aprovação de Milei caiu para 36,4% em março de 2026, com desaprovação próxima de 62%. O escândalo do $LIBRA não foi o único fator, já que o desemprego e acordos comerciais polêmicos também influenciaram, mas continua como o episódio político mais impactante de seu mandato. A oposição tentou abrir processos de impeachment logo após a queda do token, sem sucesso devido ao controle parlamentar do governo. Mas relatório da Comissão de Investigação do Congresso concluiu que Milei pode ter cometido irregularidades ao promover iniciativa privada, em possível violação à Lei de Ética Pública.

As eleições de meio de mandato em outubro de 2025 deram vitória ao partido de Milei, mas o escândalo seguiu em evidência. Cada novo documento ou registro reabre o debate em momentos sensíveis para a administração.

Perguntas frequentes

Milei lucrou pessoalmente com o token LIBRA?

Promotores encontraram rascunho de acordo para pagamento de US$ 5 milhões e evidências de transferências mensais anteriores ao lançamento do token. Milei não foi acusado, e o conteúdo das sete ligações permanece desconhecido, mas as evidências circunstanciais mantêm a investigação ativa.

Quanto os investidores perderam no colapso do LIBRA?

Análises on-chain apontam perdas de cerca de US$ 251 milhões para investidores de varejo, com 86% dos negociadores de LIBRA registrando prejuízo superior a US$ 1.000. Por outro lado, Kelsier Ventures e carteiras ligadas extraíram cerca de US$ 100 milhões em lucros, tornando este um dos maiores casos do tipo no universo dos meme tokens.

A Argentina ainda é um ambiente favorável para cripto?

A demanda do país segue entre as mais altas do mundo devido à instabilidade do peso e aos controles de capital. O reconhecimento do Ether como parte do patrimônio em 2026 é um avanço. Porém, o escândalo gerou incertezas quanto ao ritmo das reformas, e empresas estrangeiras aguardam a consolidação do sandbox regulatório.

Quem é Hayden Davis e o que é a Kelsier Ventures?

Hayden Mark Davis é um profissional americano de marketing cripto, fundador da Kelsier Ventures, empresa responsável pela criação do token $LIBRA na Solana. Davis e carteiras associadas extraíram cerca de US$ 100 milhões. Ele também esteve envolvido no lançamento do meme token MELANIA, e autoridades americanas investigam se o $LIBRA configurou oferta não registrada de valores mobiliários.

Considerações finais

O escândalo Milei-$LIBRA ilustra as consequências da interseção entre poder político e mercado de meme tokens, com impactos que vão além da cotação de um ativo. A investigação federal se intensifica, tornando insustentável a defesa de Milei de ausência de envolvimento. O futuro do setor cripto argentino dependerá da capacidade dos reguladores de separar avanços institucionais de controvérsias políticas. Para investidores estrangeiros, fica a lição: o endosso de um chefe de Estado não é sinal de compra, mas um alerta. Os 764 mil investidores lesados pelo $LIBRA são prova disso.

Este artigo tem caráter informativo e não constitui aconselhamento financeiro. Negociar criptomoedas envolve riscos. Sempre faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões de investimento.

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