Visão Geral do Dia
O ouro à vista (XAU/USD) é negociado a US$ 5.156 em 12 de março, com queda de US$ 20,08 (−0,39%) após atingir a máxima intradiária de US$ 5.238. O recuo ocorre enquanto o mercado processa o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA divulgado ontem, mais suave do que o esperado, que inicialmente elevou ativos de risco e fortaleceu o Índice do Dólar (DXY) para 99,45 — criando um obstáculo de curto prazo para o ouro.
Apesar da queda de hoje, o ouro acumula +1,53% na semana, +4,77% no mês e um expressivo +75,81% nos últimos 12 meses, evidenciando a tendência estrutural de alta dos metais preciosos desde o final de 2024.

Fonte do gráfico: Investing.com
Queda do CPI, Dólar Forte: Por que o ouro perdeu força a partir de US$ 5.238
O Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA divulgou em 11 de março o CPI de fevereiro de 2026, mostrando inflação anual de 2,4% — em linha com o consenso — e alta mensal de 0,3%. O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, ficou em 2,5% ao ano e 0,2% ao mês. Destaque para os custos de moradia, que subiram apenas 0,2%, e os aluguéis tiveram incremento mensal de 0,1% — o menor desde janeiro de 2021.
Para o ouro, o cenário é complexo. Por um lado, a inflação moderada reduz a urgência por proteção de valor. Por outro, mantém aberta a possibilidade de o Federal Reserve retomar cortes de juros ainda este ano, o que diminuiria o custo de oportunidade de ativos sem rendimento como o ouro. No entanto, a reação inicial do mercado favoreceu o dólar: o DXY subiu para 99,45 (+0,23%), e o ouro devolveu os ganhos do início do dia.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro caíram levemente, com o título de 10 anos chegando a 3,85%, compensando parcialmente o cenário. Com as bolsas mistas — S&P 500 -0,08%, Dow Jones -0,61%, Nasdaq +0,08% — o apetite por risco é variável, deixando o ouro entre forças opostas.
Explore os mercados TradFi Phemex
Vetores Macroeconômicos: Tese estrutural de alta segue válida
Demanda de Bancos Centrais
Dados do World Gold Council mostram compras médias de 585 toneladas por trimestre em 2026, sendo 190 toneladas de reservas de bancos centrais. China, Índia, Polônia e bancos centrais emergentes continuam diversificando reservas do Tesouro dos EUA para o ouro físico — tendência que sustenta o preço desde 2023.
Prêmio Geopolítico
A intensificação das tensões no Oriente Médio e impactos nas cadeias globais de energia mantêm o prêmio de risco geopolítico embutido no ouro. O Brent segue acima de US$ 80/barril, reacendendo temores inflacionários e reforçando o papel do ouro como proteção em cenários incertos. Novos episódios podem reverter rapidamente o recuo atual.
Política do Fed
Após cortes de juros em 2025, o Federal Reserve adota postura cautelosa em 2026. O mercado precifica mais um ou dois cortes de 25 pontos-base até o fim do ano, mas o calendário depende dos dados. Sinais flexíveis — como o CPI moderado de hoje — em teoria apoiam o ouro, mesmo que a reação imediata favoreça o dólar.
Análise Técnica: Níveis-chaves a observar
Do movimento de hoje:
- Suporte imediato: US$ 5.150 — mínima intradiária e linha de tendência do dia. Perda sustentada pode abrir para US$ 5.117 (mínima absoluta do dia).
- Suporte secundário: US$ 5.100 — número redondo e zona de consolidação do início de março.
- Resistência: US$ 5.200 — onde se formou um candle Spinning Top, sinalizando indecisão. Fechamento acima deste nível sinaliza retomada da alta.
- Alvo de rompimento: US$ 5.238 (máxima intradiária de hoje), depois US$ 5.300 — próxima barreira psicológica relevante.
O RSI está em 69, próximo da zona de sobrecompra, indicando perda de fôlego, mas sem reversão. O MACD recua em terreno positivo — sinal clássico de enfraquecimento do movimento altista, não de reversão baixista. Expectativa para o curto prazo: consolidação entre US$ 5.150 e US$ 5.200, salvo novo catalisador.
Ouro vs. Cripto: Narrativa do refúgio digital
O retorno do ouro em 12 meses de +75,81% superou o desempenho do Bitcoin no mesmo período, reacendendo o debate sobre qual ativo é melhor proteção contra inflação. Contudo, ambos são cada vez mais vistos como complementares. Portfólios institucionais costumam alocar em ambos, e a correlação entre XAU e BTC se estreitou em períodos de tensão geopolítica aguda.
Para quem busca aproveitar essa convergência, a plataforma TradFi da Phemex oferece ambiente unificado com ouro, ações e cripto lado a lado — acessível 24/7, sem restrição de horário de mercado. O contrato perpétuo XAU-USDT na Phemex permite operações de compra (long) ou venda (short) com alavancagem, tudo na interface já conhecida dos usuários cripto.
O que acompanhar nos próximos dias
- PIB dos EUA (Q4 2025 final): A ser divulgado esta semana. Um resultado acima do esperado pode fortalecer ainda mais o dólar e pressionar o ouro para US$ 5.100.
- Pedidos iniciais de auxílio-desemprego: Previsto para quinta-feira. Mercado de trabalho resiliente reforça a postura "cautelosa" do Fed.
- Desdobramentos geopolíticos: Novas escaladas no Oriente Médio ou sanções podem desencadear busca por ativos de proteção e elevar o ouro acima de US$ 5.200.
- Trajetória do DXY: O Índice do Dólar em 99,45 está em ponto de inflexão. Rompimento acima de 100 seria obstáculo ao ouro; queda abaixo de 99 apoiaria o metal.
Resumo Final
O ouro recuou de US$ 5.238 após o CPI benigno de fevereiro impulsionar o dólar, mas os vetores estruturais — acumulação por bancos centrais, risco geopolítico e política monetária flexível do Fed — seguem presentes. A faixa entre US$ 5.150 e US$ 5.200 é o ponto de definição para o próximo movimento. Investidores podem acessar exposição ao ouro 24 horas por dia via Phemex TradFi e contrato perpétuo XAU-USDT.
Este artigo tem caráter meramente informativo e não constitui recomendação de investimento. Os preços do ouro são voláteis e retornos passados não garantem resultados futuros. Sempre realize sua própria análise antes de tomar decisões de negociação.






