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Liquidação de Baleia BTC de US$ 61 Mi: O que Revela Sobre Alavancagem e Risco nesta Queda

Pontos-chave

Em 23/02/2026, uma posição de BTC de US$ 61,5 mi foi liquidada na HTX, levando a US$ 468 mi em liquidações totais em mais de 137 mil traders. O episódio destaca o impacto do excesso de alavancagem em ciclos de baixa.

Uma única posição alavancada em Bitcoin no valor de US$ 61,5 milhões foi liquidada à força na exchange HTX em 23 de fevereiro de 2026. Segundo dados da CoinGlass, foi a maior liquidação individual registrada em 24 horas.

A liquidação ocorreu enquanto o BTC caiu de uma máxima próxima de US$ 68.600 no sábado para cerca de US$ 64.300 na manhã de segunda-feira, eliminando os ganhos da semana anterior em poucas horas. O Índice de Medo e Ganância do Cripto caiu para 5 de 100 — uma marca registrada apenas três outras vezes desde 2018.

Esse evento não foi isolado, mas sim parte de um padrão recorrente que caracteriza a ação do preço do Bitcoin desde outubro de 2025. Traders apostam em posições alavancadas compradas a cada recuperação. A alta fracassa, liquidações em cascata eliminam a alavancagem e o preço se ajusta para baixo, reiniciando o ciclo.

Veja o que os dados mostram, por que é relevante e o que observar neste cenário.

O que aconteceu em 23 de fevereiro?

O Bitcoin perdeu cerca de 6% no período de 48 horas, da máxima de sábado ao menor valor na segunda-feira. A posição BTC-USDT de US$ 61,5 milhões na HTX foi destaque, mas as consequências foram muito mais amplas.

Métrica Dados
Total de liquidações cripto (24h) US$ 467,64 milhões
Traders afetados 137.422
Liquidações compradas US$ 434 milhões (93% do total)
Liquidações vendidas ~US$ 34 milhões (7%)
Liquidações futuros BTC US$ 213,62 milhões
Liquidações futuros ETH US$ 113,89 milhões
Liquidações futuros SOL US$ 19,89 milhões
Liquidações HYPE (Hyperliquid) US$ 10,72 milhões
Maior liquidação individual US$ 61,5 milhões (BTC-USDT na HTX)
Índice Medo e Ganância 5 (medo extremo)
Faixa de preço BTC (48h) US$ 68.600 → US$ 64.300

A proporção de 93% em posições compradas demonstra o real cenário: praticamente todos apostavam na continuidade da alta do fim de semana, o que não ocorreu.

A aparição do token HYPE da Hyperliquid entre os cinco principais ativos liquidados é um ponto de atenção, já que normalmente não figura ao lado de BTC, ETH e SOL nesses rankings. Isso mostra que a especulação alavancada se espalhou para tokens DeFi de médio porte, indicando uma busca maior por risco.

Quem era a baleia?

A identidade não foi revelada. O tamanho da posição (mais de US$ 61 milhões em uma exchange, em um único par) sugere ser um fundo, mesa proprietária ou trader de porte institucional, não varejista. A CoinDesk procurou a HTX para comentar, mas não obteve resposta até a publicação.

A concentração desse volume alavancado em uma única direção e exchange é um sinal de risco. Quando uma posição representa cerca de 13% de todas as liquidações de futuros de BTC em 24 horas, sugere falha na gestão de risco ou uma aposta intencional e altamente alavancada na manutenção da alta do fim de semana.

Outro trader de grande porte impactado foi Jeffrey Huang (Machi Big Brother), empreendedor taiwanês-americano, parcialmente liquidado em sua posição comprada de ETH. Suas perdas totais em cripto já chegam a US$ 28,8 milhões. Mesmo assim, dados on-chain mostram que ele continua aumentando posições compradas em Ethereum, detendo cerca de 1.700 ETH (aproximadamente US$ 3,2 milhões).

O que desencadeou a liquidação?

O fator imediato foi a repercussão da tarifa global de 15% de Trump, imposta sob a Seção 122 do Trade Act de 1974, após o Supremo Tribunal anular suas tarifas IEEPA em 20 de fevereiro. Embora o BTC tenha mantido estabilidade no fim de semana, a queda acelerou na segunda-feira, à medida que investidores avaliavam os impactos.

No entanto, a manchete da tarifa foi apenas o gatilho – o combustível veio da alavancagem. O interesse aberto em futuros de Bitcoin vinha aumentando desde a mínima de US$ 60.001 (em 6 de fevereiro) até a máxima de US$ 68.600. Segundo dados da BeInCrypto, o interesse em aberto subiu de US$ 19,54 bilhões (19/02) para cerca de US$ 20,71 bilhões no fim de semana, e as taxas de financiamento tornaram-se positivas, cenário clássico para um "long squeeze".

Quando as ofertas desapareceram na segunda, as posições compradas alavancadas foram liquidadas em sequência. A posição de US$ 61,5 milhões na HTX foi a maior, mas outros 137.421 traders também foram afetados.

Como isso se encaixa no ciclo de alavancagem?

Não é a primeira vez que posições compradas alavancadas são zeradas neste ciclo de queda. Faz parte de um padrão repetitivo iniciado com a queda de outubro de 2025, quando o BTC atingiu a máxima histórica de US$ 126.000.

Data Evento Total de liquidações Movimento do BTC
10/10/2025 "Crash 10/10" a partir da máxima US$ 19 bilhões+ -15% em 24h
21/11/2025 Perdas realizadas em nível FTX US$ 5 bilhões+ (semana) BTC para meados dos $80K
5-6/02/2026 Queda rápida até US$ 60.001 US$ 1 bilhão+ (dia) -12% em 48h
23/02/2026 Liquidação da baleia na HTX US$ 468 milhões -6% da máxima do fim de semana

A cada onda, o volume total de liquidações diminui, mas o padrão permanece: BTC se recupera após fundo, traders aumentam alavancagem comprada, interpretando como reversão de tendência. A alta falha, ocorre liquidação em cascata, o preço forma topo mais baixo ou retesta o fundo anterior.

Dados da Glassnode confirmam que o impacto é maior entre detentores de curto prazo. A queda de 5 de fevereiro registrou a maior perda realizada em um único dia da história do Bitcoin: US$ 3,2 bilhões, superando o colapso Terra/Luna de 2022. No final de fevereiro, a média móvel de sete dias das perdas líquidas entre compradores recentes ainda rondava US$ 500 milhões por dia.

O BTC negocia atualmente cerca de 48% abaixo da máxima histórica de outubro e cerca de 5,5% abaixo do pico do ciclo anterior (US$ 69.000 em 2021). Esse nível agora age como suporte contestado.

O que diz o mercado de derivativos?

O cenário dos derivativos mudou de forma relevante neste ciclo de queda, com sinais mistos.

O interesse aberto em futuros contraiu 28% em 30 dias, segundo dados da CoinGlass — de US$ 47 bilhões para US$ 34 bilhões. Em BTC, o posicionamento ficou perto de 502.450 BTC, mostrando que a demanda por alavancagem não desapareceu, mas diminuiu.

As taxas de financiamento ficaram negativas em perpétuos de ETH e SOL, enquanto a do BTC se aproximou de zero. Isso indica redução de risco por diminuição de posições, não necessariamente formação agressiva de shorts. Segundo pesquisa da VanEck, a queda do BTC em sete dias ficou no percentil 99 dos registros históricos, aumentando a probabilidade estatística de reversão à média.

O mercado de opções mostra comportamento dividido. Na Deribit, a segunda maior posição aberta em meados de fevereiro era uma call de dezembro de 2026 com strike US$ 120.000 (5.930 BTC). A terceira, uma call para março de 2026 com strike US$ 90.000 (5.665 BTC). Já uma grande posição de put (7.409 BTC) com strike de US$ 40.000 e vencimento em 27/02 funcionava como seguro contra quedas acentuadas. Traders se protegem tanto contra quedas quanto apostam em recuperação.

A operação de basis trade está sendo desfeita. Segundo análise da Investing.com, o basis trade na CME (compra de spot via ETFs e venda de futuros CME) caiu de retorno anual de 17% para menos de 5% no início de 2026. Os fundos reduziram sua exposição a ETFs de Bitcoin em um terço, após o trade perder rentabilidade.

ETFs spot de Bitcoin tiveram saídas de US$ 4,5 bilhões em 2026. Foram cinco semanas seguidas de resgates, a maior sequência desde março de 2025, eliminando cerca de US$ 4 bilhões do segmento. O IBIT da BlackRock perdeu US$ 2,1 bilhões; o FBTC da Fidelity teve resgate de US$ 954 milhões. O total em ETFs caiu de 1,36 milhão para 1,26 milhão de BTC.

A Polymarket precifica 75% de chance de o BTC cair abaixo de US$ 55.000 antes do fim deste ciclo. Para quedas abaixo de US$ 50.000 e US$ 45.000, as probabilidades são de 61% e 47%, respectivamente. Contudo, a Polymarket atribui 78% de chance do BTC atingir US$ 75.000 antes de 2027, ou seja, o mercado vê mais queda no curto prazo, mas perspectiva de recuperação no longo prazo.

O que indica um Índice de Medo e Ganância tão baixo?

O índice atingiu 5/100 duas vezes em fevereiro de 2026. As únicas outras ocorrências desde 2018 foram em agosto de 2019 e junho de 2022.

Em agosto de 2019, o BTC estava em cerca de US$ 10.000 após uma mini-bolha, consolidando por meses até romper em 2020. Em junho de 2022, o BTC havia caído de US$ 69.000 para menos de US$ 20.000 após o colapso da Terra/Luna, marcando o fundo do ciclo, seguido de recuperação lenta.

O histórico é pequeno, mas leituras tão baixas geralmente coincidem com pressão vendedora próxima do esgotamento, mesmo que a reversão não ocorra imediatamente. A dúvida é se fevereiro de 2026 seguirá o padrão de junho de 2022 (fundo e recuperação lenta) ou agosto de 2019 (longo período lateral).

Perguntas Frequentes

O que é uma liquidação em cripto?

É quando um trader que usa alavancagem não consegue manter a margem exigida pela exchange, resultando no fechamento automático para limitar perdas. No evento de 23/02, 93% das liquidações foram de posições compradas, ou seja, apostando na alta do BTC.

O tamanho da liquidação de US$ 61,5 milhões foi incomum?

Foi a maior posição individual liquidada em 24 horas em 23 de fevereiro, mas não a maior da história. O crash de outubro de 2025 produziu mais de US$ 19 bilhões em liquidações totais. Já a queda de 5/02/2026 somou mais de US$ 1 bilhão em um único dia. Os US$ 468 milhões liquidados nesta segunda-feira são relevantes, mas menores que ondas anteriores.

A pressão vendedora acabou?

Dados on-chain da Glassnode mostram que as perdas realizadas arrefeceram do pico de 5 de fevereiro (US$ 3,2 bilhões em um dia) para cerca de US$ 500 milhões ao dia no fim do mês. O ritmo diminuiu, mas ainda é elevado. Uma recuperação sustentada requer três dias consecutivos de fluxos positivos em ETFs spot de Bitcoin e retomada da faixa dos US$ 68.000–US$ 70.000.

Qual nível indicaria fundo para o BTC?

Analistas monitoram US$ 60.000 como suporte chave. O BTC marcou US$ 60.001 em 6 de fevereiro e se recuperou. Uma quebra abaixo disso pode causar nova queda até US$ 55.000–US$ 58.000, onde há maior concentração de oferta on-chain. No lado comprador, a retomada dos US$ 70.000 com volume anularia o cenário baixista atual.

Conclusão

Uma posição de US$ 61,5 milhões na HTX foi liquidada na segunda-feira. O contexto é que outros 137.422 traders também foram liquidados, 93% deles em posições compradas, e o Índice de Medo e Ganância atingiu nível registrado apenas três vezes em oito anos.

Desde outubro de 2025, o ciclo de liquidações segue um padrão: queda do BTC, eliminação da alavancagem, recuperação, traders voltam a comprar alavancados, alta falha, nova rodada de liquidações. Cada onda é menor, indicando que o excesso está sendo drenado, mas o padrão persiste.

O que mudou é o pano de fundo: basis trade sendo desmontado, ETFs spot enfrentando resgates, taxas de financiamento comprimidas e interesse aberto caindo 28% em um mês. Ou seja, o mercado está reduzindo risco, não se posicionando para uma nova alta.

A lição para quem utiliza alavancagem é clara: a alta de US$ 60.001 para US$ 68.600 parecia reversão de tendência, mas foi uma armadilha. Todo trader alavancado que entrou nesse movimento está agora negativo ou liquidado. Enquanto o BTC não sustentar acima de US$ 70.000 com volume e fluxos positivos de ETF, o risco de novas quedas permanece alto.

O BTC é negociado próximo de US$ 64.000 em 24 de fevereiro de 2026. O Índice de Medo e Ganância permanece em 5. A Polymarket atribui 75% de chance de atingir US$ 55.000 antes do fim do ciclo. A pressão vendedora pode estar perto do fim, mas os dados ainda indicam potencial para mais quedas.

Este artigo é apenas para fins informativos e não constitui recomendação financeira ou de investimento. O mercado de criptomoedas é volátil e envolve riscos. Operações alavancadas podem resultar em perdas superiores ao depósito inicial. Realize sempre sua própria pesquisa antes de tomar decisões de negociação.

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