Você pode negociar deBridge (DBR) on-chain via Phemex, ou em exchanges centralizadas como KuCoin, Coinbase, Bybit e HTX.
Pontes cross-chain possuem uma reputação desafiadora no mercado cripto. Desde 2020, mais de US$ 2 bilhões foram perdidos em explorações de pontes, principalmente por conta de modelos que trancam ativos em pools de liquidez, tornando-os alvos. A deBridge adota uma abordagem diferente: ao invés de travar liquidez, utiliza um modelo baseado em intenções, onde solucionadores competem para executar ordens cross-chain diretamente. Não há pools para serem hackeados, nem ativos envolvidos em paridade.
O protocolo conecta mais de 26 blockchains (incluindo Ethereum, Solana, BNB Chain, Tron, Base e Arbitrum), já processou mais de US$ 2,35 bilhões em volume de transferências de 385.000 usuários únicos e gera cerca de US$ 100.000 por dia em taxas de protocolo. Em novembro de 2025, a deBridge liquidou mais de US$ 1,53 bilhão em volume mensal, com 40% roteados pelas grandes reservas de USDT na Tron.
Em fevereiro de 2026, o token de governança DBR era negociado entre US$ 0,015 e US$ 0,019, com valor de mercado entre US$ 30 milhões e US$ 75 milhões (dependendo se é considerada a oferta circulante ou total diluída), posicionando-se entre as posições #350 e #540 conforme diferentes plataformas de acompanhamento.
Como funciona a deBridge?
A maioria das pontes funciona como um escrow: você trava o Token A na Cadeia 1 e recebe uma versão "embrulhada" (wrapped) na Cadeia 2. Caso a ponte seja comprometida, os ativos travados podem ser roubados. A deBridge evita completamente esse modelo.
Execução baseada em intenção. Ao transferir ativos via deBridge, você transmite uma "intenção" descrevendo a ação desejada (por exemplo, trocar ETH na Ethereum por SOL na Solana). Solucionadores então competem para executar essa ordem, frequentemente oferecendo taxas garantidas. O solucionador cuida da execução, roteando liquidez entre cadeias, sem travar fundos em pools. Esse é o conceito de "zero TVL" da deBridge.
deBridge Liquidity Network (DLN) é a camada de infraestrutura que coordena essas operações. Conecta-se com mais de 26 blockchains e oferece liquidação quase instantânea com liquidez profunda. Para desenvolvedores, a deBridge disponibiliza um widget que pode ser integrado a qualquer dApp para permitir swaps cross-chain nativos sem sair da aplicação.
Rede de validadores. Um conjunto descentralizado de validadores independentes assina e verifica cada mensagem cross-chain. Os validadores fazem staking de DBR como garantia e podem ser penalizados caso atuem de má-fé. Desde o lançamento do mainnet em 2022, a rede não apresentou incidentes de indisponibilidade.
deBridge Bundles (lançado em dezembro de 2025) permite agrupar várias operações cross-chain em uma única transação atômica. Assim, é possível trocar um ativo, usá-lo como garantia em outra rede e tomar empréstimo, tudo em um clique, reduzindo a complexidade para o usuário final.
O protocolo também lançou integração com MCP (Model Context Protocol) em fevereiro de 2026, permitindo que agentes de IA e ferramentas de desenvolvedores, como Claude e Copilot, executem swaps e operações cross-chain de maneira programática. Isso posiciona a deBridge na interseção entre infraestrutura cross-chain e trading orientado por IA.
Quem criou a deBridge?
deBridge foi cofundada por Alex Smirnov, com membros principais como Kirill Varlamov, Zaur Abdulgalimov e Alex Scrobot. O projeto teve origem na vitória do Chainlink Spring Hackathon 2021, o que proporcionou visibilidade no ecossistema de interoperabilidade.
| Marco | Data |
|---|---|
| Vitória no Hackathon Chainlink | Primavera 2021 |
| Rodada Seed (US$ 5,5M) | Outubro 2021 |
| Lançamento do Mainnet | 2022 |
| Programa de Pontos (Temporada 1) | Abril 2024 |
| Lançamento do Token DBR (TGE) | Outubro 2024 |
| Lançamento deBridge Bundles | Dezembro 2025 |
| Integração com MCP AI | Fevereiro 2026 |
A rodada seed de US$ 5,5 milhões foi liderada pela ParaFi Capital, com participações de Animoca Brands, IOSG Ventures, The LAO, Double Peak, Bitscale Capital, entre outros. O total arrecadado, incluindo IDO, foi de aproximadamente US$ 10,5 milhões, tornando a deBridge um dos protocolos cross-chain mais eficientes em capital em relação ao volume processado.
Token DBR: Oferta, Utilidade e Buybacks
| Métrica | Detalhes |
|---|---|
| Preço Atual (fev/2026) | ~US$ 0,015 a US$ 0,019 |
| Valor de Mercado (circulante) | ~US$ 30M a US$ 40M |
| Valor Total Dil. (FDV) | ~US$ 150M a US$ 190M |
| Máxima histórica | US$ 0,055 (22/12/2024) |
| Mínima histórica | US$ 0,013 (jun/2025) |
| Oferta total | 10 bilhões DBR |
| Oferta circulante | ~1,9B (CoinMarketCap) a ~4,7B (CoinGecko/Tokenomist) |
| Blockchain do token | Solana (nativa) |
Nota sobre discrepância de oferta circulante: CoinMarketCap mostra 1,9B DBR em circulação, enquanto CoinGecko e Tokenomist trazem 4,7B (47% do total). Essa diferença se deve à contagem de tokens desbloqueados, mas ainda não distribuídos. Tokenomist confirma que 4,72B DBR estavam desbloqueados em fevereiro de 2026; o próximo grande desbloqueio está previsto para 17 de abril de 2026.
Distribuição dos tokens:
| Alocação | % | Vesting |
|---|---|---|
| Comunidade & Lançamento | 20% | 10% no TGE, resto trimestral por 3 anos |
| Ecossistema | 26% | 3% no TGE, resto trimestral por 3 anos |
| Contribuidores Principais | 20% | 0% no TGE, 4% após 6 meses, restante em 3 anos |
| Parceiros Estratégicos | 17% | Início 6 meses após TGE |
| Fundação deBridge | 15% | 5% no TGE, resto trimestral por 3 anos |
| Validadores | 2% | Trimestral em 3 anos, baseado em desempenho |
O Reserve Fund (The Block) é o destaque da tokenomics do DBR. Desde julho de 2025, 100% da receita do protocolo financia recompras diárias de DBR no mercado. O Reserve Fund possui US$ 30 milhões em ativos (alocados em estratégias de rendimento na Aave e Lido), com US$ 3 milhões já utilizados para compra de DBR (aprox. 1,3% da oferta total). No ritmo atual de taxas (~US$ 100.000/dia, ~US$ 10 milhões/ano), isso gera pressão de compra contínua, compensando parcialmente a diluição dos desbloqueios.
Há desafios: 17% da oferta circulante foi desbloqueada em um único evento em outubro de 2025 (605M DBR, US$ 16,6M) e o preço caiu 28% nos 30 dias seguintes, mesmo com recompras. Estas cobrem cerca de 2% da oferta circulante ao ano, mas a diluição dos desbloqueios avança mais rápido.
Como a deBridge se compara a outras pontes?
| Recurso | deBridge | LayerZero | Wormhole | Across |
|---|---|---|---|---|
| Arquitetura | Intenções, zero TVL | Mensagens genéricas | Lock-and-mint | Baseada em intenções |
| Blockchains | 26+ | 80+ | 30+ | 10+ |
| Volume processado | US$ 2,35B+ | US$ 50B+ | US$ 40B+ | US$ 15B+ |
| Token | DBR | ZRO | W | ACX |
| Modelo de receita | 100% buybacks via Reserve Fund | Taxas do protocolo | Taxas do protocolo | Taxas do protocolo |
| Incidentes | Zero downtime desde 2022 | Nenhum grave | US$ 320M exploração (2022) | Nenhum grave |
| Valor de mercado (fev/2026) | ~US$ 30-75M | ~US$ 500M+ | ~US$ 1B+ | ~US$ 200M+ |
A deBridge é a menor em valor de mercado e volume, mas apresenta vantagens: nenhum incidente de segurança e um modelo de recompras que liga diretamente o uso do protocolo à demanda pelo token. LayerZero e Wormhole suportam mais blockchains, mas a exploração da Wormhole em 2022 permanece um marco negativo para o setor. O design zero TVL da deBridge evita a principal vulnerabilidade explorada nesse incidente.
O risco competitivo existe: o suporte a 80+ blockchains da LayerZero e o respaldo institucional da Wormhole conferem vantagens de distribuição que a deBridge não pode igualar com uma captação de US$ 10,5 milhões.
Quais são os riscos?
Diluição com desbloqueio de tokens. Apenas 47% da oferta total está liberada. Os 5,3 bilhões restantes serão liberados trimestralmente até 2027-2028. Cada desbloqueio relevante pressiona o preço. Em outubro de 2025, 605M DBR foram liberados e o preço caiu 28%. Novos desbloqueios estão previstos, incluindo 340M DBR para contribuidores no 1º tri de 2026.
Sustentabilidade da receita. O modelo de recompras depende da manutenção de receitas perto de US$ 100.000/dia. Em períodos de baixa atividade, os volumes de compra diminuem enquanto os desbloqueios seguem programados.
Pressão competitiva. LayerZero, Wormhole e Across são mais capitalizadas e atendem mais blockchains. A deBridge precisa manter sua vantagem técnica (arquitetura zero TVL, rede de solucionadores) para justificar sua posição.
Volatilidade do valor de mercado. Com valor de mercado entre US$ 30-75 milhões, DBR pode ser impactado por vendas grandes ou eventos de desbloqueio.
Como negociar DBR?
| Exchange | Par | Observações |
|---|---|---|
| Phemex On-Chain | DBR/SOL | Swap on-chain via Solana |
| HTX | DBR/USDT | Maior volume em CEX (US$ 3M+/dia) |
| KuCoin | DBR/USDT | Negociação spot |
| Coinbase | DBR/USD | Listado na plataforma principal |
| Bybit | DBR/USDT | Negociação spot |
| Gate.io | DBR/USDT | Negociação spot |
Negociando DBR on-chain via Phemex:
Passo 1: Crie sua conta na Phemex.
Passo 2: Acesse a página de negociação on-chain.
Passo 3: Deposite SOL ou USDT para realizar o swap.
Passo 4: Execute o swap para DBR. O token é nativo do Solana, tornando a execução eficiente e com baixas taxas. Recomenda-se configurar slippage entre 1-2%.
DBR também está disponível em múltiplas exchanges centralizadas, com volume diário razoável (US$ 4-6 milhões). Assim, a negociação em CEX pode ser alternativa para quem prefere livro de ofertas a swaps on-chain.
Perguntas Frequentes
O que é a deBridge de forma simples?
Um protocolo que transfere ativos e dados entre diferentes blockchains sem travar liquidez em pools. Utiliza solucionadores para executar ordens cross-chain diretamente, evitando riscos que já causaram grandes perdas em modelos tradicionais.
O que diferencia o DBR de outros tokens de ponte?
O Reserve Fund. 100% da receita do protocolo é usada para comprar DBR no mercado, ligando uso e demanda. Nenhuma grande ponte faz isso. Contudo, as recompras atualmente compensam apenas cerca de 2% da oferta circulante ao ano, enquanto a diluição dos desbloqueios ocorre em ritmo mais rápido.
DBR é um bom investimento?
A deBridge possui infraestrutura real, receita significativa (~US$ 100.000/dia) e nenhum incidente de segurança desde 2022. O modelo de recompras é diferenciado e gera demanda real pelo token. Os riscos incluem diluição relevante nos desbloqueios (53% da oferta ainda bloqueada), concorrência de pontes maiores e volatilidade devido ao valor de mercado reduzido. Trata-se de um projeto de infraestrutura, e não de especulação rápida, mas enfrenta desafios típicos para sua categoria.
Quais blockchains a deBridge suporta?
Mais de 26 blockchains, incluindo Ethereum, Solana, BNB Chain, Polygon, Arbitrum, Optimism, Avalanche, Base, Tron e outras. A integração com Tron é significativa, hoje responsável por 40% do volume mensal da deBridge devido às grandes reservas de USDT na rede.
Quando ocorrem os próximos desbloqueios de DBR?
O próximo grande desbloqueio está previsto para 17 de abril de 2026 (alocação Comunidade & Lançamento). No 1º tri de 2026, começa o vesting dos contribuidores principais (340M DBR, 3,4% da oferta total). Consulte Tokenomist para o cronograma completo.
Considerações Finais
deBridge é infraestrutura, não especulação. A arquitetura zero TVL resolve um problema real (explorações de pontes já custaram bilhões), o protocolo gera receita consistente (~US$ 100.000/dia) e o modelo de recompras conecta diretamente uso e valor do token, diferencial frente à maioria dos tokens DeFi.
O racional de investimento depende de a deBridge conseguir manter e aumentar suas taxas diante de concorrentes maiores e absorver a diluição de 5,3 bilhões de tokens vestindo até 2028. Se a receita crescer, o modelo de recompras se fortalece. Se cair, o balanço se torna desfavorável. Para quem acredita em infraestrutura cross-chain e tem horizonte de 2-3 anos, DBR oferece exposição a um protocolo diferenciado com valor de mercado relativamente pequeno.
Este artigo é apenas para fins educacionais e não constitui recomendação financeira ou de investimento. O DBR envolve riscos de diluição relevantes e competição com protocolos maiores. Estude cuidadosamente e só invista valores que pode suportar perder.




