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Quem é Chappy Asel e Como o Fundador da AI Collective se Relaciona com Cripto

Pontos-chave

Chappy Asel fundou a AI Collective, tornando-a uma comunidade global com 200 mil membros, e defende que agentes de IA podem ser os principais usuários de cripto. Veja quem ele é e por que o mercado está atento.

Chappy Asel participou de um painel da CoinDesk em 8 de maio de 2026 e fez uma observação que ainda está sendo analisada por muitos operadores: softwares autônomos podem, no futuro, utilizar carteiras de criptoativos e stablecoins de maneira mais natural que os próprios humanos. Essa reflexão ganhou destaque porque Asel é líder da The AI Collective, a maior comunidade global de IA, com mais de 200 mil membros e mais de 150 capítulos em 50 países. Ele também é ex-engenheiro da Apple, tendo trabalhado no Vision Pro e na primeira geração Apple Intelligence, antes de sair para fundar uma organização sem fins lucrativos.

Essa combinação de experiência é incomum e justifica a atenção ao seu entendimento sobre a interseção entre IA e criptoativos.

O Programador Autodidata que Integrou Equipes Secretas da Apple

Asel aprendeu programação sozinho aos doze anos e criou um aplicativo de planejador de tarefas na escola que alcançou o topo de sua categoria na App Store, sendo vendido enquanto ele ainda estava na faculdade. Possui graduação em ciência da computação pela Universidade de Washington, com passagens pela Meta e pela empresa de software automotivo Xevo, até ingressar na Apple, onde sua trajetória ganha relevância específica.

Na Apple, trabalhou em equipes restritas responsáveis pelos primeiros protótipos do Vision Pro e nos trabalhos iniciais do Apple Intelligence, posteriormente distribuídos no iOS. Seu currículo público inclui projetos de App Intents e rastreamento ocular com IA/ML, áreas centrais de desenvolvimento de produtos da Apple nos últimos anos.

Apesar disso, decidiu sair. No início de 2023, começou a organizar pequenos encontros de IA em um apartamento em São Francisco e, em meados de 2025, a iniciativa tornou-se uma organização sem fins lucrativos presente em 50 países. Ele deixou a Apple para se dedicar integralmente como cofundador e diretor executivo, compartilhando opiniões em seu site e no Collective Substack.

O que é a AI Collective e Como Opera

A AI Collective não é um laboratório de pesquisa, não treina modelos, nem vende produtos ou participa do capital de startups criadas por seus membros. É uma organização sem fins lucrativos 501(c)(3) que busca construir infraestrutura social para AGI, ou seja, proporcionar um ambiente onde desenvolvedores, implantadores e reguladores de IA possam se encontrar presencialmente.

Os números ilustram bem: opera mais de 150 capítulos em mais de 50 países, com mais de 400 voluntários ativos e uma base acima de 200 mil membros. Os capítulos estão presentes nos principais polos de IA dos EUA, como São Francisco, Nova York, Boston, Seattle, Austin, Los Angeles, Miami, Chicago, Denver e Washington DC, e em cidades globais como Londres, Berlim, Tóquio, Singapura, Dubai, São Paulo e Lagos.

O modelo operacional é descentralizado. Líderes voluntários conduzem encontros, hackathons e grupos de leitura sob a mesma marca, recebendo apoio e conexão da organização central. A comparação mais próxima no universo cripto são os primeiros encontros da rede Ethereum antes de sua formalização.

A estrutura é importante porque a Collective não toma partido sobre qual tecnologia de IA irá prevalecer. É um espaço onde desenvolvedores Solana, gestores de produto da Coinbase e acadêmicos de políticas públicas compartilham a mesma mesa.

A Ponte IA para Cripto que Asel Está Construindo

Aqui se destaca a importância do painel da CoinDesk de 8 de maio. Asel dividiu a interseção entre IA e cripto em dois estágios bem distintos.

O primeiro é de curto prazo: o crescimento de IA é limitado por computação, data centers e energia, exatamente as áreas que convergem com mineração de Bitcoin, grandes projetos energéticos e fundos imobiliários que têm sido destaque no setor.

O estágio de longo prazo é o foco principal de Asel. Quando agentes autônomos tomam decisões econômicas, essas decisões precisam ser liquidadas em algum sistema. Bancos têm horários de funcionamento e regras baseadas em pessoas. Redes de cartão possuem regras antifraude e períodos de contestação. Stablecoins em redes programáveis não têm essas restrições. O argumento é que infraestruturas de pagamentos de baixa latência e leitura por máquinas são mais adequadas para o comércio entre agentes do que soluções tradicionais, e é isso que parte do setor cripto vem preparando há uma década.

O Phemex Academy apresenta três conceitos fundamentais dessa tese. Introdução à carteira de agentes de IA explica como uma conta programável pode armazenar e movimentar cripto sob restrições de políticas. O padrão ERC-8183 é o protocolo on-chain lançado para permitir que agentes possam contratar, pagar e liquidar trabalhos sem intermediários humanos. Introdução geral aos agentes de IA em cripto aborda os casos de uso em trading e DeFi que já funcionam atualmente.

Hackathons organizados por capítulos da AI Collective em São Francisco e Nova York já resultaram em demonstrações de pagamentos de agentes, ferramentas de identidade on-chain para trabalhadores autônomos e a formação de equipes que receberam financiamentos de fundos nativos de cripto. Nada disso representa posicionamento da Collective sobre tokens específicos, mas sim um espaço de discussão e construção das próximas camadas.

Por Que a Visão de Asel Importa para o Mercado Cripto Agora

Muitas vozes de IA no universo cripto vêm de apenas um lado: ou são nativos de cripto tentando incorporar IA a suas teses, ou são especialistas em IA que participam de eventos cripto apenas como convidados. Asel está verdadeiramente na interseção, com credibilidade nos dois lados e sem envolvimento em tokens.

Ele antecipa tendências em infraestrutura de pagamentos para agentes. Se a AI Collective começar a promover hackathons de pagamentos autônomos em várias cidades no próximo trimestre, os protocolos patrocinadores desses eventos podem indicar onde está se formando essa camada tecnológica. A reportagem da CoinDesk já menciona Coinbase x402 e alguns emissores de stablecoins como pioneiros.

Ele ajusta o horizonte temporal para a narrativa IA x cripto. Asel foi realista ao afirmar que o comércio autônomo voltado ao consumidor ainda é, em grande parte, teórico. O aumento de interesse em tokens de IA verificado em maio, com capital derivativo migrando para projetos de agentes de IA e infraestrutura, está à frente da receita efetivamente gerada. Entender a diferença entre narrativa e receita é essencial para avaliar riscos.

Ele funciona como filtro de credibilidade. Um fundador que saiu da Apple para liderar uma ONG e recusa qualquer alocação de tokens não está apenas buscando valorização de curto prazo. Quando ele destaca uma categoria específica como relevante para os próximos 36 meses, sua análise tende a ser mais confiável do que discursos tradicionais de pitch de investimento.

O Que Observar na AI Collective de Asel

Três pontos merecem acompanhamento:

O primeiro é a expansão da AI Collective em 2026. O Substack da Collective prevê o crescimento em mercados emergentes, dando prioridade a Lagos, Buenos Aires, Hanói e Bangalore. Esses capítulos têm perfil mais prático e próximo do universo cripto, pois rails de stablecoin já são essenciais nessas economias. É nesses ambientes que casos de uso de pagamentos entre agentes devem ser testados primeiro.

O segundo ponto é a lista de membros fundadores. A página de fundadores da AI Collective traz pesquisadores, empreendedores e figuras políticas que apoiam a organização. Novos nomes em 2026 podem indicar tendências para a economia de agentes.

O terceiro é o que Asel pessoalmente desenvolve. Ele tem comentado no X sobre lacunas em infraestrutura de pagamentos para agentes autônomos, e sua carreira sugere que prefere construir soluções do que apenas debater. Seu perfil já destaca projetos em modo "Stealth" que merecem atenção.

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Perguntas Frequentes

Chappy Asel está envolvido com algum projeto ou token cripto específico?

Não há registros públicos de alocação de tokens nem papel de fundador em protocolos cripto até maio de 2026. Sua posição pública é de cofundador e diretor executivo da AI Collective, com envolvimento em projeto confidencial em alguns perfis. Ele participa de eventos do setor como referência em ecossistema de IA, não como fundador de tokens, o que reforça sua credibilidade.

Por que um fundador de ONG de IA participa de painel na CoinDesk?

Porque a ponte entre IA e cripto deixou de ser apenas narrativa e passou a ser discussão de produtos reais. Pagamentos entre agentes, mercados de computação e IA verificável já demandam infraestrutura cripto. A CoinDesk convidou Asel por sua proximidade com a comunidade de construtores de IA.

O que é a AI Collective e como se diferencia da OpenAI ou Anthropic?

A AI Collective é uma rede comunitária sem fins lucrativos, não desenvolve modelos nem é laboratório. OpenAI e Anthropic desenvolvem modelos avançados de IA comercialmente. A Collective oferece infraestrutura social e educacional para o setor, mais próxima de uma rede global de encontros do que de organização de pesquisa.

Agentes de IA realmente vão transacionar em cripto? Em quanto tempo?

A convergência entre computação e energia já ocorre e explica a correlação entre tokens de IA e mineradores de Bitcoin. Pagamentos autônomos para consumidores ainda estão em fase inicial, com padrões como ERC-8183 lançados apenas em 2026. O prazo realista para volume relevante de transações entre agentes em rails de cripto é de 12 a 36 meses.

Conclusão

Asel é uma das poucas vozes credenciadas a defender que a ponte entre IA e cripto é uma questão de infraestrutura de pagamentos, não apenas de narrativa de tokens. A convergência entre computação e energia já movimenta o mercado, refletida em mineradoras de Bitcoin e nomes de infraestrutura de IA. A tese de pagamentos entre agentes é mais de longo prazo, e os protocolos que patrocinarem hackathons da AI Collective nos próximos meses devem ser observados. Quando alguém conectado a 200 mil desenvolvedores de IA aponta um caminho, ignorá-lo pode ter custo maior do que ser previsor do mercado.

Este artigo tem apenas fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro ou de investimento. Negociar criptomoedas envolve riscos substanciais. Sempre realize sua própria pesquisa antes de tomar decisões de negociação.

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